domingo, 20 de novembro de 2011

MEU NETO PEDRO

O tempo passou e Bruno casou com a Alexandra e tiveram um filho - meu neto Pedro, o Bruno  e Alexandra não sabiam, mas o nome PEDRO tem um grande significado na nossa familia.
"Tio Pedro, que faleceu, ainda, novo. Eu no início da minha juventude tinha-o como parceiro de muitas molecagens, lá na Curicica  - Jacarepaguá, bairro que ficou famoso por ter o Autodromo  Nelson Piquet, demolido para construção da arena de esporte para o PAN de 2007 e o PROJAC, digo isto só para situar o local".
Então Pedro, meu neto, tem um nome forte e que muito admiro, Pedro nasceu em 16 agosto de 2004. Portanto, hoje está com sete anos de idade. Do jeito que é inteligente, também, é exigente. Minha vontade é vê-lo, aqui na minha casa, para que ele, corra descalço, conheça uma infinidade de insetos, minha criação de minhocas, as minhas gatas - Zica e Tica e outros bichos que dividem o espaço conosco!


Fiz este poema quando ele estava na primeira semana de nascido.



Meu Neto Pedro

Fruto,
Flor
Criança
morena
Sorriso
dominhoco,
Apenas dias,
É todo encanto.
Imagine...
Daqui alguns anos?
Correndo
Sapeca
Gritando.
Bola rolando
pipa soltando,
balão subindo.

...Pedro,
Foi tudo isto na minha infância!
Quisera Deus...
Dar-lhe este presente.

Crescer...
Sem lamento.
Liberto!
Voando feito pássaro.
Horizontes de todo encanto!
...e uma vida...
Repleta de felicidade!

Dário Omanguin
“Vô Darinho”
23/ago/2004


POEMA PARA MEUS FILHOS


Quando fiz esse poema, Carol havia feito três anos e o Bruno, ia fazer dezessete anos e eu longe de todos, perdido em Vitória -ES.  Bateu saudades, mas já me acostumei... Este poema registra o meu sentimento por eles e como me achava perante a eles. 


Filho e Filha

Tenho um filho
Também, tenho uma filha
Meu filho tornou-se homem
Minha filha é, ainda, uma criança.
Gostaria que fosse o inverso
Minha filha adulta
Meu filho neném
Minha filha mulher
Seria o ombro que hoje preciso
Meu filho criança
Seria a esperança
De ter um amigo, quando ancião
Que caminharia comigo
Afastando-me da solidão

Dário Omanguin
30/mar/1998

Estou de volta para o meu aconchego!


Vinte de novembro do ano de dois mil e onze, o ano finda daqui a pouco.
É noite fria e chuvosa, o clima está todo alterado, parece inverno.
Outrora já era verão, e eu tinha diversos motivos para escrever poemas. Romances perdidos, amores findos, tudo virava poesia e, também, deixavam saudades.
Hoje, foram se os amores e as musas. Ficaram textos rabiscados, e alguns poemas digitados e gravados em disquetes que não “abrem mais”. Mídia traiçoeira, fora computadores que deram “pau”. Perdi muita coisa, por hábito eu guardo rascunhos como se fossem retratos. Agora na fria noite releio e redigito alguns poemas, coisas tão antigas.
O pensamento voa... Quantos amores, uns amigos, outros não consigo classificar, todos deixaram motivos e me deram coragem para em poemas registrar uma época da minha vida repleta de atos insanos, verdade! E nessa vida de idas e vindas acabei solitário e com tempo para tudo, hoje planto, para esquecer e não cair em pranto. Cultivo hortaliças e esqueço as meninas bonitinhas de pernas roliças.
Ainda bem que tenho os meus rascunhos, não me falta inspiração, mas não tem um amor e nem coragem para inventar palavras que não me saia do coração. Mas a vontade é grande de continuar a escrever e publicar no meu blog. O site ainda não consegui concluir. Pretendo sim, mas estou sem paciência para estudos... Quanto isso, sigo minha sina, e publico um poema antigo, de mil novecentos e noventa e oito – Filho e Filha.  

domingo, 23 de outubro de 2011

OUTUBRO COR DE ROSA

Outubro cor de rosa... para lembrar a campanha contra o câncer de mama aqui em Vitória - ES. Mas a semana se passou cinza, chuvosa e o frio castigou a primavera. Fazer o quê? Primeiramente, apoiar esta campanha, torcer que as mulheres sejam dignificadas e cada vez mais possam ser atendidas pelas instituições de saúde para cuidar precocemente do câncer de mama, lembrar, ainda, que os HOMENS também devem ter esta preocupação, pois Câncer de Mama também é coisa que dá em "macho" com todo respeito. Outra coisa é continuar mexendo nos meus alfarrábios, foi o que fiz! Então,em um arquivo de rascunhos, encontrei alguma coisa parecido com um verso, procurei dar vida as minhas recordações passadas e conclui sem muita pretensão esta prosa.



Você foi um sonho

Você foi um sonho que se transformou em realidade passageira.
Já... Eu sou a realidade que vive a sonhar.
Entretanto, esta realidade não me pertence mais.
Pois como sonho, ela se dissipa ao acordar.
Como num sonho, só existo em recordações.

Você, igualmente ao sonho, se foi...
Como a brisa que sopra do mar
Faz-me sentir um frio ao pensar,
Quando eu acordar... Onde estará?
O amor se foi, fito o passado, nada encontro.

Meus momentos são melancólicos
Mas não tão tristes.
Só... Aproveito a  saudade de você
Escrevo, leio, refaço meu juízo
De tudo, me restam palavras que me confortam.

Faço arranjos no display do meu computador
Dedilho o teclado, procuro a rima
Mas não ligo para a métrica,
Só quero poder registrar em prosa
Aquilo que em agonia me destroça!

Dário Omanguin
23/10/2011

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Poema Flor Amor

Continuo a fuçar os meus alfarrábios, pois não tenho outra coisa a fazer. Meu ombro esquerdo ainda dói. Só assim posso colocar em dias os textos da gaveta!
Achei este poema inacabado e hoje terminei, não tem endereço certo, se houve no passado um destino, não me lembro.





Flor Amor


Pensei em te presentear,
Não soube qual prenda te agradaria,
Resolvi te falar, telefonar, falar do meu apreço.
Percebi que o som de minha voz estaria trêmulo.
Então fiquei querendo... Mas sem firmeza,
Resolvi te escrever.
Amo as palavras!
Talvez um poema traduzisse meu intento.
Seria mais fácil, sem precisar de coragem.
Escrever meus sentimentos. Palavras...
Consigo no  meu interior dar significado a elas.
Para te presentear, um poema.
Mas só uma palavra exprime tudo o que sinto
Nada de estrofes, quadras ou versos.
Como o exalo de uma flor envolvente
Que inebria e atrai seres
O amor é minha flor preferida
Que a ti oferto em prosa.

Dário Omanguin
13/out/2011

Àqueles que são desprovidos de otimismos, que enaltecem o caos, desprezam a esperança!

Os momentos se  somam e a vida passa. O mais interessante de tudo isso, é saber pegar carona numa vida boa. Mas quando não dá, o melhor é fantasiar e sorrir. Pois outras vidas virão!

Deus dar-te-á este presente, é só crer.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Clarice Lispector - Sempre atual


Com a colaboração da minha irmã, Rose!

...Que minha solidão me sirva de companhia.
que eu tenha a coragem de me enfrentar.
que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.

Clarice Lispector

CRIANDO UM SITE, QUE DIFICULDADE!

Quero tornar público este Blog, minha intenção é interagir com comunidades que gostem de literatura e outras manifestações gráficas. Resolvi criar um modelo de blog com características de uma revista impressa, com seções diversas, onde estariam seus conteúdos separados por assuntos. Entretanto, o blog, por definição dos seus arquitetos, é um veículo que não permite que se crie um modelo como pensei. É permitido criar páginas, no máximo dez, mas nessas páginas não se permitem fazer mais que uma inserção de texto ou arquivo.
Vocês perceberão que apresento várias seções: CRÔNICAS E POESIAS, ACRÓSTICOS, COISAS QUE GOSTO, MINHA ALMA VERDE, MINHA FAMÍLIA, FÉ e COLABORADORES; pelos títulos tem-se noção das minhas intensões e de seus conteúdos, mas nada disso pode ser realizado a não ser em CRÔNICAS E POESIAS, onde tenho postado normalmente.


De tanto "fuçar" para aprender descobri que só posso desenvolver um veículo pela internet no modelo pensado se eu utilizar o conceito de um "Site" cuja paginação aparentemente é ilimitada, sendo que os modelos que estão no GOOGLE não permitem que os texto sejam exibido como no blog. Entretanto, podemos criar as seções e subseções com indicações em um "índice", visualizado na primeira página.


Fiz um ensaio, onde diagramei as partições dos Site e denominei cada uma delas que poderão ser acrescidas de acordo com o nosso interesse, peço que acessem o endereço do site para sugestões ou considerações.


https://www.sites.google.com/site/darioomanguin60/home


Pretendo com este site eliminar o blog e possivelmente reduzir a minha participação em sites de relacionamento. Para tal, tentarei criar uma seção para interagir com meus amigos e familiares.


Por hora, o meu contato preferido é pelo Gmail e pelo Skype. Conto com a colaboração de todos!


Endereço eletrônico:
E-mail: daomang@gmail.com
Skype: darioomanguin

Poema da Simplicidade

Hoje chove na costa leste! o Espirito Santo resolveu mandar ventos e chuvas, minhas hortas agradecem e eu sem muito querer resolvi continuar "remexendo" nos meus alfarrábios. Então vou publicar este poema que já estava pronto, mas não sei quando o fiz, coloquei a data de ontem, para ter uma referência no futuro.



Poema da Simplicidade

O amor é simples
E as coisas simples me seduzem.
Teu sorriso é simples
Tua simplicidade é aparente,
Mas teu interior é muito rico.
Teu  brilho está no olhar,
Nos gestos e nas palavras.

O reluzir dos teus olhos traduz meiguice,
Teus gestos aparentam calma,
Tuas palavras soam doce.
Talvez seja um ledo engano!
Mesmo assim, tudo isto me encanta.
Mas este mundo encantado me assusta.
Pois tua pessoa me seduz.

Dário Omanguin
10/out/2011






segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Palavras

Quase um mês fora de atuação por conta de uma cirurgia no ombro que me impossibilitava de escrever ou melhor de digitar meus escritos, hoje retorno ao meu blog para publicar um achado nos meus "alfarrábios". Um poema cuja primeira estrofe estava escondida, entre tantas outras e hoje conclui com mais duas estrofes, e dedico este poema as companheiras mas constantes da minha vida que não as mulheres, que também preencheram parte da minha vida. Estou falando das palavras, as quais reputo "a minha verdadeira companheira" a quem confiei todos os meus momentos, tristes ou alegres, irônicos ou sérios.

Palavras

Amo as palavras porque nelas me escondo,
Ou melhor, nelas eu confio.
Com elas disserto os meus pensamentos,
Demonstro meus sentimentos
Registro minha afetividade.

As palavras são minhas companheiras,
Com elas caminho o longo percurso da vida.
E esse tempo já faz tanto tempo
Que nem me lembro quando foi o nosso primeiro encontro.
Só sei que com as palavras derramei todo o meu pranto,

Escrevi, postei, e poucas respostas eu obtive!
Contudo, minha alma não é lívida.
Meu coração está exposto como meu rosto,
Minhas palavras... Meus poemas...
Ao encontro dos ventos soam como mensagens de acalanto.

Dário Omanguin
09/out/2011

terça-feira, 13 de setembro de 2011

MEMORIAL 11 DE SETEMBRO – UMA REPÓRTER E O MEU PENSAMENTO.

Manhã de terça feira, 11 de setembro de 2001. Caminhava pela Rua Gonçalves Ledo, entre as ruas Luiz de Camões e Constituição perto da Praça Tiradentes, centro do Rio de Janeiro.
Nesta época morávamos na Lapa, precisamente na Av. Augusto Severo esquina com a Rua Joaquim Silva. Eu tinha por hábito caminhar pelas ruas antigas do Rio, às vezes ia até a Av. Presidente Antonio Carlos, esquina com Av. Beira Mar, acompanhando minha ex-esposa que ali trabalhava, e eu pegava um rumo sem destino, mas com objetivos claros de apreciar os casarios antigos e o comércio da cidade no SAARA – maior shopping de céu aberto, dizem orgulhosos os comerciantes da Sociedade dos Amigos e Adjacências da Rua da Alfândega, inicialmente instalado nessa Rua do Rio Antigo que desce da Rua 1º de Março pelas bandas da Praça XV, precisamente em frente ao Centro Cultural dos Correios e do Instituto Cultural Banco do Brasil, até o Campo de Santana, cujo nome correto é Praça da República, local onde o Marechal Deodoro da Fonseca proclamou a República do Brasil, derrubando do trono o Imperador de Dom Pedro II, em Novembro de 1889, no dia 15, dizem...
Mas a história que quero contar é outra e vocês estão “pra lá de careca de saberem”. Entretanto, gostaria de retratá-la com a minha visão e também poder estabelecer um elo com a participação de anônimos perante o triste espetáculo presenciado pela televisão ao vivo nessa manhã fatídica.
Como citei acima, estava correndo o mercado do SAARA, a fim de encontrar, uma toca disco, esse modelo tipo “pick up”. No final da Rua Gonçalves Ledo e adjacências existem vários “brechós” de equipamentos eletrônicos, alguns verdadeiros cemitérios, mas tem muita coisa boa e com bom preço.
Parei em frente de uma loja, havia uma pequena aglomeração de pessoas assistindo uma televisão, na qual exibia imagens de um acidente aéreo, estavam reprisando o choque de um avião com um prédio. Percebi que havia uma consternação no semblante daquelas pessoas que assistiam aquela transmissão. Então, na maior ignorância, perguntei ao homem, “ Isso é um filme?” ele me respondeu simplesmente, ”não – foi um ataque terrorista”, fiquei estarrecido!
Na seqüência, surgi na tela, a repórter Zileide Silva da TV Globo, de semblante tenso, mas com uma segurança profissional impressionante, tudo desabava ao fundo e a repórter relatava o ataque do primeiro avião a uma das torres gêmeas do World Trade Center, quando o segundo avião adentra na outra torre e tudo vem abaixo... 110 andares, 415 metros de altura, um volume imenso de concreto e aço.
O terror estava tomando os Estados Unidos da América! Um império nas mãos de fanáticos! Pensei.
Fiquei junto àquela pequena multidão, falando e ouvindo. Contudo, meu pensamento estava voltado para a tragédia que se seguia, pois novos relatos informavam que outros aviões estavam destinados a se chocarem com alvos importantes, como ocorreu com  complexo predial do Pentágono,  centro de decisões militares dos USA e outro que se espatifou na Pensilvânia.
Em todo, estive junto ao grupo que se formou por uns 90 minutos, tempo esse que transformou a minha concepção sobre as atitudes e meios que facções de libertários utilizam para chamar a atenção de suas causas. Resolvi retornar para casa para assistir o Jornal Hoje da TV Globo e confirmar as notícias sobre o acontecido e saber de suas conseqüências.
Peguei o caminho de casa, já havia esquecido o meu objetivo que era apreçar algum toca disco; sai pela Praça Tiradentes, entrei na Rua da Carioca, onde algumas televisões do comércio noticiavam com alguns flashes da tragédia, por alguns instantes, parava e obtinha novas informações, nada que alterasse aquele quadro.
Durante o percurso me veio à lembrança de um passado, quando estudante de Comunicação Social, discutiam-se os preconceitos dos meios de comunicação visual com relação ao Negro, ou melhor, aos “cidadãos de cor”. Não havia “âncoras coloridas na TV”. Mas o tempo passou e na década de oitenta surgiram grandes repórteres – o Heraldo Pereira e também a Zileide Silva em São Paulo e a Dulcinéia Novaes no Paraná, esses três me chamaram muito atenção devido à qualidade e firmeza nas  apresentações das suas reportagens. Lá se foram duas décadas dessas observações, quando no ano de 2000 Zileide se torna correspondente em Nova York.
A caminho de casa confabulei com os meus botões – menina de sorte! Apesar de toda desgraça, ela estava no lugar certo e na hora certa! Esse é um paradigma que não deve ser quebrado por repórter nenhum. Juro! Adorei ver aquela mulher com cara de menina, firme, segurando a emoção, dando o seu recado, na linguagem que o povo entende e na cor do Brasil, mestiça. Confirmando com orgulho os dizeres do Professor Antropólogo Darci Ribeiro, que sempre afirmou ser o brasileiro o povo mais lindo do planeta, pela mistura das suas raças.
Hoje posso dizer com orgulho que todas as mídias televisivas contam com profissionais na cor do Brasil frente às câmeras, apresentando Jornais como âncoras ou em simples reportagens.
Cheguei em casa com uma tamanha satisfação, parecia não haver tragédias, meu coração tinha um ideal, e a ele eu havia chegado, através da Zileide, bela reportagem, excelente compromisso com a verdade.
Logo que pude, liguei a televisão, assisti o replay do noticiário e obtive novas informações. Dois mil e tantos mortos e a preocupação da existência de brasileiros nessa lista.
O mundo “novayorkino” tomado de poeira e fumaça, “os céus americanos” fechados para o trânsito aéreo enquanto escombros soterram corpos. Na real, o mundo perdeu inteligências, negras, brancas, pardas ou amarelas. Isso não interessa. Razões Sociais também se foram. Cabiam naquele momento, só orações. Meu senso crítico, me fez pensar em Deus.
Todavia, o trabalho jornalístico da TV Globo também marcou aquela data. Levei esses precisos dez anos para escrever este texto, que ressalta o meu pensamento e também me faz efetuar uma crítica ao fato de que na comemoração de uma década passada da tragédia e a inauguração do Memorial não se fez presente a minha repórter Zileide.
Esteve lá, sim. Outro correspondente cobrindo uma festa. A emoção não estava presente. A notícia veio em tom de inauguração, no palanque dois adversários, W Bush e Obama, cada um no seu discurso, não havia culpados. Contrariando a “máxima” da perícia criminal – “Onde há cadáver, há criminoso”.
A vida tem que continuar, é como no teatro – o espetáculo não pode parar. Entraremos no Outono “novayorkino” com um belo local para passear e apreciar. Eu prevejo o Verão de 2012 com muita água refrescante, fontes iluminadas, embora o fosso esconda a sujeira política dos seres humanos. Mas antes disso, no próximo inverno, o Memorial 11 de Setembro mostrará sua outra face, estará frio, como o coração de muitos que não entendem o sentido da liberdade de expressão e do livre arbítrio. A tutela americana promoverá a sua própria destruição. É esperar para ver ou viver para crer!
Nesse fato não gostaria crer e nem de ver Zileide à frente da reportagem, amaria vê-la, ontem, premiada, reportando para o mundo da língua portuguesa a emoção da inauguração do  Memorial 11 de Setembro
Os meus respeitos àqueles que estão citados às margens das cascatas que formam as gigantescas piscinas, tanto as vítimas do 11 de setembro quanto as seis vítimas de 26 de fevereiro de 1993. 

sábado, 3 de setembro de 2011


Às vezes sinto vergonha das ações dos nossos dirigentes públicos ou privados, o que acho é que não estão nem aí para o melhor que podem oferecer a nossa nação.
A academia com seu MBA’s criam a modernidade de gestão, oferecem formações diferenciadas para executivos, inventam programas de melhorias e selos de tudo quanto é cor e espécie. É tanta sigla que se faz consultar um lexicográfico para entendê-las.
Quando se abre um jornal, tanto faz a origem ou tipo, é uma vergonha só, Maracutaia, maluquice, pieguice, corrupção, tantas outras nefastas que me faz sentir um niilista.
Então me veio a vontade de escrever e olha o que saiu!!!

Doidera!!

Pense, pensando, pescando,
Peixe fora d’água morre de barriga para cima.
Alucine, alucinando, ficando maluco
Todo bêbado não bebeu,
Todo maluco não enlouqueceu!
Todo mau motorista tem em mente uma Ferrari;
O mundo prossegue e o vivo se escafede.
Os políticos cada vez mais satisfeitos.
Porque os pobres atendem seus apelos.
Pelo sim, pelo não abro meu coração.
Dentro um vazio, fora uma hemorragia.
Por favor, costurem meu coração,
Vedem meus olhos
Também não me façam ouvir.
Deixe-me somente as pernas e tempo
Para correr daqui...

Dario Omanguin
09/04/2009

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Drumond - Minha inspiração


Estou publicando neste blog, o texto que escrevi em homenagem a Drumond de Andrade para enunciar a página  do site que estou elaborando para publicar poesias cujo nome Caderno B é uma demonstração de carinho ao nosso finado JB - Jornal do Brasil e também com todo respeito e gratidão pelos ensinamentos ao Mestre Jornalista Alberto Dines.
Caso queiram dar o prazer de uma visita e colaborar na construção deste site que ainda não está finalizado, acesse o seguinte endereço:

"As vezes fico preguiçoso para escrever e na abertura desta página "Caderno B - Poesias", na qual depositarei todo o meu sentimento, ora de forma romântica ora constrangido e sofrido pelas mazelas de uma sociedade injusta, ou talvez por um amor não correspondido, perco as palavras para transcrever aqui toda essa agonia e ou quiçá alegria de bons momentos vividos.
Aquilo que poderia ser um epitáfio, pois achei que morreria de vergonha ao ter um poema, meu, publicado. Entretanto, fã que sou Carlos Drumond de Andrade, faço minha algumas palavras dele para dar valor e sentido poético a este ato de coragem e pretensioso de minha parte - talvez leviano e utópico!"

Não me leias se buscas
flamante novidade
ou sopro de Camões.
Aquilo que revelo
e o mais que segue oculto
em vítreos alçapões
são notícias humanas,
simples estar-no-mundo,
e brincos de palavra,
um não-estar-estando
mas de tal jeito urdidos
o jogo e a confissão
que nem distingo eu mesmo
o vivido e o inventado.
Tudo vivido? Nada.
Nada vivido? Nada.
A orelha pouco explica
de cuidados terrenos
e a poesia mais rica
é um sinal de menos.

Poema de Drumond, publicado na orelha do livro Poemas - 1959 

Oração da Fé


Seguia eu pela Av. Mém de Sá, sentido Praça Cruz Vermelha - Rio de Janeiro...caminhava pensativo tentando por ordem nos meus pensamentos. Acabara de almoçar com meu filho, minha nora e meu neto - almoço longo para por a conversa em dia! Estivera em um "Ristorante" italiano, em um shopping da Tijuca. Como de costume, abusei nas massas e refrigerantes. Após o almoço, peguei uma carona com meu filho até a Rua Haddock Lobo, próximo ao Clube Municipal.
Era janeiro de 2011, semana que antecedia os festejos tradicionais da Igreja dos Capuchinhos em homenagem a São Sebastião - padroeiro da Cidade Maravilhosa. Aquilo mexeu com a minha mente, meu passado de menino veio a tona, senti alegria e tristeza ao mesmo tempo; pois ali em frente a igreja havia barraquinhas tipicas das quermesses católica.
Tenho nítidas recordações da nossa infância no casarão da mesma rua onde moravam nossos tios e primos e frenquentemente brincávamos nessa igreja e também participávamos das procissões em festejos ao nosso padroeiro. Vaguei entre as barraquinhas buscando encontrar um rosto amigo do passado. Ora... só uma mente fértil para crer que ali, após meio século de vida, poderia estar um ente querido.
Aí veio a tristeza... saí literalmente "chutando balde" como se fala no Rio de Janeiro. Angustiado resolvi caminhar até a Lapa para encontrar uma amiga para matar a saudade do chopp carioca e da boêmia dos malandros pós-modernos. Cruzei a Rua Salvador de Sá - passei pela porta do ex-presídio Frei Caneca, admirei a arquitetura do Sambódromo, os sobradões antigos...Veio-me a lembrança da minha vó Julieta, da Paula do Salgueiro - mulata que sambava equilibrando uma lata d'água na cabeça, minha referência de Salgueirense, desde menino, com muita honra que sou! Pois o Carnaval antigo era ali - Praça Onze querida e no Catumbi morava minha vó e meus pais nos levavam para ver a arrumação das escola de samba nas imediações.


A essa altura, quem lê este texto se pergunta: - O quê tudo isso tem haver com a fé?


POIS EU DIGO " A FÉ TEM MUITO HAVER COM O NOSSO INTERIOR, COM A ESTRUTURA DE AMOR QUE CONSTRUÍMOS DURANTE TODA A NOSSA PASSAGEM NESTE MUNDO, MUNDO DE CRIATURAS E ESCRITURAS, só quem ama seu próximo e a si próprio é capaz de construir o presente e o futuro com base nas experiências vividas. E são as recordações que motivam o seguir a diante.


Então fui em frente, segui a diante o meu caminho com destino a Lapa, dobrei a direita na Rua do Riachuelo, comovido pelas lembranças. O celular toca, era Márcia Maria Peixoto, me cobrando presença na mesa do bar "Arco-Íris da Lavradio - Lapa". Entretanto, quase chegando a Praça Cruz Vermelha, fui abordado por um senhor, não era tão idoso, mas a cabeça totalmente encanecida, com dificuldade de fala devido a péssima respiração, e dificuldade no andar. Percebi em mim a necessidade de dar atenção àquele senhor.


Não entrarei em detalhes da conversa, mesmo porque a principio foi meio sem nexo. Sem sentido também estava eu - contudo dei ouvidos as suas citações, fiquei perplexo me inteirando da sua necessidade de falar com alguém. Durante o encontro fui analisando o tipo da pessoa, suas vestes, que eram social mas meio suja, logo se via que era uma pessoa que sofria de "abandono social", fora uma coriza insistente que o obrigava a soar o nariz constantemente em lenços de papel. Juro que queria sair daquela situação, mas algo me prendia naquele "papo". Sempre solicito e educado me mostrei receptor de suas falas... Quando derrepentemente o assunto se voltou para a lado carismático da fé em Cristo... isto me deixou mais curioso e absorto, devido a fragilidade que se encontrava o meu coração saudoso.


Tentei, mesmo atencioso ao assunto, dizer que eu estava indo para um compromisso e não poderia me alongar na conversa.


Então o senhor retirou do bolso da calça social, meio surrada e um tanto suja, uma folha de papel branco tamanho A4, dobrado e quatro partes, desdobrou-o com dificuldade, pois tinha as mãos tremulas, assou novamente o nariz com o que restava de um lenço de papel, reutilizado várias vezes. Balbuciou algumas palavras e leu a escritura

"ORAÇÃO DA FÉ"

SENHOR DEUS, CRIADOR DO CÉU E DA TERRA!
PODEROSO É O VOSSO NOME, GRANDE É A VOSSA MISERICÓRDIA!
EM NOME DE VOSSO FILHO, JESUS CRISTO, RECORRO A VÓS, NESTE MOMENTO, PARA PEDIR BÊNÇÃOS PARA MINHA VIDA. QUE VOSSA DIVINA LUZ INCIDA SOBRE MIM.
COM VOSSAS MÃOS RETIRAI TODO O MAL, AO MEU REDOR. QUE AS FORÇAS NEGATIVAS QUE ME ABATEM E ME ENTRISTECEM SE DESFAÇAM AO SOPRO DA VOSSA BENÇÃO.
QUE O VOSSO PODER DESTRUA TODAS AS BARREIRAS QUE IMPEDEM O MEU PROGRESSO. E DO CÉU, VOSSAS VIRTUDES PENETREM NO MEU SER, DANDO PAZ, SAÚDE E PROSPERIDADE.
ABRA, SENHOR, OS MEUS CAMINHOS . QUE MEUS PASSOS SEJAM DIRIGIDOS POR VÓS PARA QUE EU NÃO TROPECE NA CAMINHADA DA VIDA.
QUE MEU VIVER, MEU LAR E MEU TRABALHO SEJAM ABENÇOADOS. ENTREGO-ME EM VOSSAS MÃOS PODEROSAS NA CERTEZA DE QUE TUDO VOU ALCANÇAR.
AGRADEÇO EM NOME DO PAI, DO FILHO E DO ESPIRITO SANTO.
AMÉM.

Devido a sua dificuldade na leitura, releu o texto da oração e ainda me fez ler, também, o que fiz, confesso emocionado.

O telefone celular tocou novamente, era Márcia reclamando a minha ausência!

Pedi desculpas ao senhor, agradecendo pela oração feita, cuja cópia em papel ela havia me dado. Cumprimentei-o com muito respeito e carinho e me dirigi ao encontro com a turma da Márcia.
Atravessei o calçamento da Praça Cruz Vermelha, olhando para os paralelepípedos, como estivesse  contando-os. Passos lentos e os olhos marejados.

Mas logo me refiz, veio em minha mente a lembrança da minha mãe, senti uma vontade grande de contar este fato para ela... o que fiz no dia seguinte quando acordei.
Peito aliviado fui matar a saudade dos amigos no bar Arco Íris da Lavradio. O encontro com os amigos é outra estória. depois eu conto para vocês.

Nota do autor
O texto da oração é translado fiel da cópia em papel que até hoje fica exposto na minha escrivaninha aqui em casa. Caso a ortografia esteja incorreta, não se preocupem - me foi dado com a graça de DEUS, aquele em que eu acredito!










terça-feira, 30 de agosto de 2011

Coisas que Gosto

Gosto de escrever...


Estou atado, fiz mais uma cirurgia, braço na tipóia, escrevo com um dedo da mão direita. A mente voa, mas a mecânica do braço prejudicada não me deixa avançar na escrita. Perco palavras, erro na digitação. Meu cérebro está ágil, todo momento volto às palavras para correções. Mas uma coisa me consola, a esperança de ganhar os movimentos do braço esquerdo. Fico apreensivo, tenho mais cirurgias para corrigir esta situação. Sinto uma mudança em meu corpo, pela falta de exercícios, estou com uns quilos a mais. Minhas hortas estão feias, não dá para fazer o serviço como antes, meu trabalho também ora está prejudicado. Penso a todo momento na venda da casa e voltar para o Rio de Janeiro.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A quem me transforma, no porquê do amar!


MULHER MISTERIOSA

Mulher de coração misterioso
Fostes no tempo...
Como os anos passaram na minha vida.
De verdade só restou uma marca profunda
Não chega ser uma mágoa.
Pois o meu orgulho, diz para mim
É só uma triste e pequena lembrança.

Daquela que foi para mim
Uma doce e tênue criança
Que gostava de ser adulta,
Cedendo os caprichos de mulher
Em êxtase, namorava-me de forma intensa
Inebriando-me em tardes fagueiras
Fugida da escola, ainda em uniforme.

Fui envolvido em seus cabelos,
Que eram ruivos, encaracolados
Corpo esguio, saliente, assustado
Tudo por beijos e caricias do namorado
Hoje, recordando, acho graça.
Antes sofri, por diversas vezes implorei

Tornou-se loura, adulta na idade
Freqüenta sites de relacionamento
Que publicam suas fotos, frases de efeito!
Responde a insinuações, pesquisa almas gêmeas.

E seu coração, parece desfeito!
Deixastes  a soberba transformá-la.
Trocastes uma vida de sonhos
Pela selvageria das cidades

Fostes no tempo...
Deixastes uma saudade que se desfaz.
Fostes com o tempo que me consome...
E me faz recordar!
Mulher misteriosa,
Essa que escolhi para amar.

Dário Omanguin
12/03/2011

domingo, 13 de março de 2011

Concretos

Acho muito interessante a construção de poesias chamadas concretas, tenho a impressão que o valor simétrico se perde na intensidade do valor da mensagem que o poeta quer levar adiante e também com o desprendimento com as regras estabelecidas pelos gramáticos. O poeta brinca "seriamente" com as palavras, construindo sentidos que mexe com sentimentos, com a ironia. Ora hilários, ora ácidos e por muitas vezes românticos.
Construí algumas poesias concretas e trago este para vocês.


Esperar,

A espera.
Há esperança.

A esfera.
Há como rolar o tempo.

A demagogia.
Afirmar que a esperança é a última que morre!

A letargia.
Com o passar dos tempos tudo se ajeita!


Dário Omanguin
19/05/2009

POEMAS

POESIA LIVRE

Minha poesia não tem rima
E nem métrica, porém tem muita intensidade.
Pela busca das palavras simples...
Na ânsia de cantar o meu pranto.

Meu canto não gorjeia e também não é mudo.
Silencioso escrevo linhas de agonia.
Remeto-me ao inconsciente, de passados de alegria.
Para registro do presente, sem conforto, há falta de tudo.

Meu mundo se restringe aos pensamentos!
Do longe trago tua lembrança para construir um lago
Não de cisnes, mas de cismas, no qual nado em lodo.
Sem respostas para o sofrimento desses momentos.

Agonizo pela ausência das mãos amigas
Dos carinhos, ausentes pelo destino.
Só boas lembranças não me confortam!
Preciso ter o teu ser, ouvir da tua boca um hino.

O canto de alguém, próximo, amante.
Que me conduz como uma estrela guia
Que me leva a um lugar sublime.
Que me faça valer com maestria.

O ser que sou não merece esta agonia.
Luto, morro, mas cresço para dizer-te “tudo bem”.
Não quero parecer que padeço neste vai e vem.
A vida segue ligeira com uma ventania.

Perante ao meu reflexo, digo a mim mesmo,
“Sede forte e encare a verdade
a solidão não tem preço e nem serventia
aproveite teus ensaios na poesia
para registrar essa dura realidade
desse mundo mesquinho e de pouco aconchego.”

Dario Omanguin
Ago/2010