domingo, 29 de maio de 2016

A Cura pelas Águas

Data de namoro é data festiva...Mas a dois! No dia de hoje eu e Regina completamos 3 anos de namoro. Uma relação que começou em fevereiro de 2013. Por ser uma mulher muito exigente ficou me mirando e analisando por uns 90 dias ... Dias esses que aproveitei para compreender melhor a minha necessidade de firmar um namoro com uma pessoa que buscava uma relação estável e digna dos seus filhos. Também, me via numa situação idêntica... Achava que algo sério seria muito importante para dar continuidade aos meus projeto de vida.
Resumindo, hoje estamos completando mais um ciclo e caminhamos com algumas diferenças e que as vezes atrapalha o bom relacionamento. Porém, na vida nada é fácil e vida a dois é um complicador e ao mesmo tempo gostoso, quando se tem amor.
Nos entendemos e buscamos nos apaziguar quando há algum entrevero. E assim tem sido numa relação que mostrou-me um lado novo e aprazível, onde tenho tirado da "gaveta" minhas poesias e lido em praça pública despudoradamente.
E sem medo de errar, mesmo errando, procuro em Regina um amor que me leve a ser, ou melhor, que me transforme em uma pessoa digna desta mulher de qualidades inigualável e com dons artísticos que me inebria e me faz feliz e saudoso das sua ausências.
Para celebrar esta data e nossas vidas, as vidas de nossos filhos e de nossos pais, que com certeza se tranquilizam quando têm certeza que o amor que nos uni é verdadeiro e nos sentimos felizes, compus um poema com um tema de uma região que ela, a Regina, gosta muito.



A Cura pelas Águas
As águas da Caparaó descem a montanha
Limpa, cristalina e gélida.
Para a várzea de Patrimônio de Penha
Tornando a terra fértil
O alimento farto não é raro
Passarinhos no capim colonião
Vacas pastam no braquiária
Todo verde, toda mata e toda água.
Essa paragem... Essa paisagem
É uma grande viagem.
Mas a saudade de ti não me prende aqui.
Desço à cidade, percorro quilômetros.
Tenho que saciar esta ansiedade.
Confesso, meu amor é maior!
Que toda cadeia de montanha
Que todo o verde que meus olhos vislumbram
Meu coração amargurou pela tua falta.
Meu corpo inerte não caminhou
Minha mente flertou com tua imagem.
Porém as águas do Caparaó lavou-me o corpo.
Refrescou-me a face e ajudou-me a engolir em seco.
E me deu coragem para agraciar-te com este poema.
No qual afirmo querer-te, amar-te...
E ser eterno em teus braços.
Meu coração não me pertence mais...
Às Águas do Caparaó minha gratidão
Pela cura do meu coração.

Dário Omanguin
29/maio/2016