Resumindo, hoje estamos completando mais um ciclo e caminhamos com algumas diferenças e que as vezes atrapalha o bom relacionamento. Porém, na vida nada é fácil e vida a dois é um complicador e ao mesmo tempo gostoso, quando se tem amor.
Nos entendemos e buscamos nos apaziguar quando há algum entrevero. E assim tem sido numa relação que mostrou-me um lado novo e aprazível, onde tenho tirado da "gaveta" minhas poesias e lido em praça pública despudoradamente.
E sem medo de errar, mesmo errando, procuro em Regina um amor que me leve a ser, ou melhor, que me transforme em uma pessoa digna desta mulher de qualidades inigualável e com dons artísticos que me inebria e me faz feliz e saudoso das sua ausências.
Para celebrar esta data e nossas vidas, as vidas de nossos filhos e de nossos pais, que com certeza se tranquilizam quando têm certeza que o amor que nos uni é verdadeiro e nos sentimos felizes, compus um poema com um tema de uma região que ela, a Regina, gosta muito.
A Cura pelas Águas
As águas da
Caparaó descem a montanha
Limpa,
cristalina e gélida.
Para a várzea
de Patrimônio de Penha
Tornando a
terra fértil
O alimento
farto não é raro
Passarinhos no
capim colonião
Vacas pastam
no braquiária
Todo verde,
toda mata e toda água.
Essa paragem...
Essa paisagem
É uma grande
viagem.
Mas a saudade
de ti não me prende aqui.
Desço à
cidade, percorro quilômetros.
Tenho que
saciar esta ansiedade.
Confesso, meu
amor é maior!
Que toda
cadeia de montanha
Que todo o verde
que meus olhos vislumbram
Meu coração
amargurou pela tua falta.
Meu corpo
inerte não caminhou
Minha mente
flertou com tua imagem.
Porém as águas
do Caparaó lavou-me o corpo.
Refrescou-me a
face e ajudou-me a engolir em seco.
E me deu
coragem para agraciar-te com este poema.
No qual afirmo
querer-te, amar-te...
E ser eterno
em teus braços.
Meu coração
não me pertence mais...
Às Águas do
Caparaó minha gratidão
Pela cura do
meu coração.
Dário Omanguin
29/maio/2016