domingo, 28 de fevereiro de 2016

Baú é para ser remexido, fuçado e jogado tudo para fora, Sol, Lua. Lua Sol, Solua ou Luassol tudo é luz e vem reluzir e nos fazer sorrir. Portanto, na série Lua, vamos nós... Esta poesia foi escrita após eu passar pela praia de Jacaraípe - Serra, onde moro. Toda exuberante colorindo o mar e suas praias... Não contive e emoção, mas era um dia meio irado e fui ouvir a Nona Sinfonia para espraiar a minha dor e acalentar meu coração. Palavras amargas tentam expressar esse dia.


Lua Cheia


A Lua em sua plenitude
De “Cheia”, amarela esfuziante
Lobos uivam em seu covil
Enquanto o amor brota no peito juvenil

Lua amarela que tinge o mar de um prateado doirado
Mar de esperança que me ilude e me deixa irado
Lua que persegue o sol para ser iluminada
Luz intensa de calor do Sol que faz meu dia brilhar

E na linha do horizonte...  Em terras do norte
Na virada do dia a faz enrubescer
Do dia ensolarado à aurora boreal
Fonte da renovação da vida e da felicidade

Qual dia um poeta escreveu ao sol?
 Ou buscou inspiração para a mulher amada no astro rei
Sempre a lua, em qualquer fase, da Nova a Minguante
Dindinha Lua, em canção faz curar o pranto dos amantes

Em noite de lua cheia, apaziguo meu coração
Sob a batuta do maestro sol, a lua vem brilhar
Toca meu corpo, prateie-me com o seu luar
Suplico, preciso também dessa coloração

Ouço a Nona sinfonia de Beethoven, 
Com Coro e Orquestra de Festival de Praga
Que em concerto me faz lembrar, Friderich von Schiller
Seu poema Ode a Alegria, que já me fez chorar.
Sol e lua ou luassol, em pleno amor de outono
Nasça-me em um novo dia! Como o raiar da aurora...

Dário Omanguin
26/04/2013
 


Por falar em Lua e seus atributos e queixumes esquecemos do ser maior que a ilumina. Vamos ver este corpo celeste sem o astro-rei, me pergunto. Serei eu poeta sem o sol? Será a lua, nossa dindinha, essa exuberância toda, será aclamada por todos amantes. Sol...Lua, minha composição de 23 de fevereiro de 1992. Portanto, lá se vão 24 anos, extraída do baú para contribuir com poesias "enluaradas".

Sol...Lua


Fui o Sol
Que entre as areias
Das praias de Angra dos Reis 
E as montanhas da Serra do Mar 
Tingi-lhe o corpo de bronze.

Hoje sou a Lua
Que, em cujo corpo que me seduz,
Reluzo cor de prata
As suas formas sinuosas
Que me desperta para a vida, ao amor.

Entretanto, também, sou a louca procura
Do seu ser, do seu querer,
Da sua energia, do seu cuidar da minha vida.

Pois embora sol, embora lua...
Sou de uma carência infinita
Na busca incessante de alguém
Que me faça transluzir também!

Dário Omanguin
23/Fev/1992
Carmen Silvia Presotto, amiga de e das poesias! Encanto-me com suas poesias e seu poema LUA é muito lindo e a Lua para eu é uma linda fonte de inspiração, ao ler seu poema deu-se em mim uma vontade de escrever, também, sobre a Lua. Sabe aquela inveja gostosa que nos torna criativo e parceiro nas coisas lindas, foi o que se sucedeu. Então, em sua homenagem LUA É LUA!

Lua é Lua!

Temos luas de todos os biotipos.
As cheinhas, as magrinhas e as meio gordinhas.
Tem até aquelas enormes...
Têm as douradas, as prateadas...
E também as brancas que surgem ainda de dia.

Tem até aquelas que não aparecem na noite
Contudo, tem as que varam a madrugada.
Outras vão além do raiar do dia.
Surgem atrás das coxilhas ou acima do mar
Prateando as matas ou dourando as praias.

Mas lua é lua... É luar!
Encantando todos os enamorados
Tem uns que por ela padecem por não amar
Tem aqueles desdéns e põem-se a zombar
Entretanto, tem aqueles crédulos,
Que posto de joelhos, põe-se a rezar.

Mas lua é lua... É luar!
Feita para iluminar
Feitiço para encantar
Santa para se rezar
Pedaço de “bom caminho” que me faz amar.


Dário Omanguin
28/02/2016