Lendo o texto da minha prima
Constança, declamando seu amor a Catarina, senti vontade de externar um
sentimento contido, mas aflorado pela idade e também pelo isolamento
involuntário que me coloca longe da minha extensa família aquém dedico meu
carinho em pensamentos diários. A Catarina e Davi, pelas semelhanças do
destino.
No céu existe uma
infinidade de seres que chamamos de planetas, estrelas, de nuvens e até mesmo
de asteroides. Todos com seus caprichos e belezas incomuns. Seres que prestamos
nossa admiração, exclamações de amores! E até aqueles que julgamos anjos.
Entretanto, aqui na terra existem duas flores, de perfume singelo trazido pela
vida, pelo encanto de quem se foi cedo para o espaço sideral pela querência de
alguém maior. Seres pequeninos que crescem a velocidade da luz, que encantam e
preenchem um vazio com suas alegrias e gracejos. Tudo para transformar e
confortar corações. Temos no crescimento da nossa família esse sabor, essa
ávida certeza que a vida continua. E como continua! Para o conforto
dos que aqui sentem a falta dos que foram viver celestialmente. Falo com
carinho de Catarina e de Davi, sementes Farias da Silva ou simplesmente Farias,
não importam os nomes que os identificam, sublimam pela herança, pela esperança
de completarem a vida de seus pais e preencherem o vazio em nossas famílias,
principalmente de seus avós, cujos corações ainda ressentem pela perda e pela
ferida aberta que nunca estará sarada. Catarina e Davi, não se conhecem, mas
primos são, como se fala em nossa família, primos irmãos que crescerão sob a
dor da perda. Contudo, faremos desta dor um jardim florido para que sejam
sempre queridos e amados.
Dedico este texto a minha prima Constança e marido, a Zelda – minha cunhada e aos meus pais pelo carinho e comprometimento com o amor a minha irmã Rosangela, que com certeza estará a frente da educação cultural de Davi.