segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Lendo o texto da minha prima Constança, declamando seu amor a Catarina, senti vontade de externar um sentimento contido, mas aflorado pela idade e também pelo isolamento involuntário que me coloca longe da minha extensa família aquém dedico meu carinho em pensamentos diários. A Catarina e Davi, pelas semelhanças do destino.

No céu existe uma infinidade de seres que chamamos de planetas, estrelas, de nuvens e até mesmo de asteroides. Todos com seus caprichos e belezas incomuns. Seres que prestamos nossa admiração, exclamações de amores! E até aqueles que julgamos anjos. Entretanto, aqui na terra existem duas flores, de perfume singelo trazido pela vida, pelo encanto de quem se foi cedo para o espaço sideral pela querência de alguém maior. Seres pequeninos que crescem a velocidade da luz, que encantam e preenchem um vazio com suas alegrias e gracejos. Tudo para transformar e confortar corações. Temos no crescimento da nossa família esse sabor, essa ávida certeza  que  a vida continua. E como continua! Para o conforto dos que aqui sentem a falta dos que foram viver celestialmente. Falo com carinho de Catarina e de Davi, sementes Farias da Silva ou simplesmente Farias, não importam os nomes que os identificam, sublimam pela herança, pela esperança de completarem a vida de seus pais e preencherem o vazio em nossas famílias, principalmente de seus avós, cujos corações ainda ressentem pela perda e pela ferida aberta que nunca estará sarada. Catarina e Davi, não se conhecem, mas primos são, como se fala em nossa família, primos irmãos que crescerão sob a dor da perda. Contudo, faremos desta dor um jardim florido para que sejam sempre queridos e amados.


Dedico este texto a minha prima Constança e marido, a Zelda – minha cunhada e aos meus pais pelo carinho e comprometimento com o amor  a minha irmã Rosangela, que com certeza estará a frente da educação cultural de Davi.