Tempos distantes
Anos passados
Vidas vividas
Entre amores, idas e vindas.
O tempo passa, rapidamente.
Quando olhamos pra trás.
Vemos o vulto e o silvo do vento.
Que levanta a poeira,
Encobrindo a verdade,
Sugerindo segurar a saia
Pra não mostrar o que queremos exibir.
Mãos espalmadas, repelindo a sanha
Do movimento deste inocente sopro de vento.
Passados todos estes anos
Ficamos mais distantes,
Talvez levado pelo vento
Que neste tempo, sopra forte
Deixando-nos ao relento
Desprovidos de conforto
Sem ambição da aproximação
Viajamos opostos no mundo da ilusão
Mas deixa estar. Que não falta lembrança
De você criança...
Agora pré- adulta, me falta você
Que espero um dia obter sua confiança.
Não demora, pois me falta pouco tempo!
Por vezes, tento no meu intimo construir uma ponte
Que me leve a uma conexão, uma aproximação.
Contudo, penso e penso... E deixo fluir!
Pensamentos libertários me fazem ver
Que a sua jovialidade permite reações
Até escolha que diferem das minhas
Entretanto não tenho escolha,
Vivo na esperança, de um dia
Tê-la pelas mãos e dizer:
- “Filha, eu não pertenço ao seu cotidiano
Mas você é parte da minha vida”.
Dário Omanguin
30/Jan/2012