domingo, 20 de novembro de 2011

MEU NETO PEDRO

O tempo passou e Bruno casou com a Alexandra e tiveram um filho - meu neto Pedro, o Bruno  e Alexandra não sabiam, mas o nome PEDRO tem um grande significado na nossa familia.
"Tio Pedro, que faleceu, ainda, novo. Eu no início da minha juventude tinha-o como parceiro de muitas molecagens, lá na Curicica  - Jacarepaguá, bairro que ficou famoso por ter o Autodromo  Nelson Piquet, demolido para construção da arena de esporte para o PAN de 2007 e o PROJAC, digo isto só para situar o local".
Então Pedro, meu neto, tem um nome forte e que muito admiro, Pedro nasceu em 16 agosto de 2004. Portanto, hoje está com sete anos de idade. Do jeito que é inteligente, também, é exigente. Minha vontade é vê-lo, aqui na minha casa, para que ele, corra descalço, conheça uma infinidade de insetos, minha criação de minhocas, as minhas gatas - Zica e Tica e outros bichos que dividem o espaço conosco!


Fiz este poema quando ele estava na primeira semana de nascido.



Meu Neto Pedro

Fruto,
Flor
Criança
morena
Sorriso
dominhoco,
Apenas dias,
É todo encanto.
Imagine...
Daqui alguns anos?
Correndo
Sapeca
Gritando.
Bola rolando
pipa soltando,
balão subindo.

...Pedro,
Foi tudo isto na minha infância!
Quisera Deus...
Dar-lhe este presente.

Crescer...
Sem lamento.
Liberto!
Voando feito pássaro.
Horizontes de todo encanto!
...e uma vida...
Repleta de felicidade!

Dário Omanguin
“Vô Darinho”
23/ago/2004


POEMA PARA MEUS FILHOS


Quando fiz esse poema, Carol havia feito três anos e o Bruno, ia fazer dezessete anos e eu longe de todos, perdido em Vitória -ES.  Bateu saudades, mas já me acostumei... Este poema registra o meu sentimento por eles e como me achava perante a eles. 


Filho e Filha

Tenho um filho
Também, tenho uma filha
Meu filho tornou-se homem
Minha filha é, ainda, uma criança.
Gostaria que fosse o inverso
Minha filha adulta
Meu filho neném
Minha filha mulher
Seria o ombro que hoje preciso
Meu filho criança
Seria a esperança
De ter um amigo, quando ancião
Que caminharia comigo
Afastando-me da solidão

Dário Omanguin
30/mar/1998

Estou de volta para o meu aconchego!


Vinte de novembro do ano de dois mil e onze, o ano finda daqui a pouco.
É noite fria e chuvosa, o clima está todo alterado, parece inverno.
Outrora já era verão, e eu tinha diversos motivos para escrever poemas. Romances perdidos, amores findos, tudo virava poesia e, também, deixavam saudades.
Hoje, foram se os amores e as musas. Ficaram textos rabiscados, e alguns poemas digitados e gravados em disquetes que não “abrem mais”. Mídia traiçoeira, fora computadores que deram “pau”. Perdi muita coisa, por hábito eu guardo rascunhos como se fossem retratos. Agora na fria noite releio e redigito alguns poemas, coisas tão antigas.
O pensamento voa... Quantos amores, uns amigos, outros não consigo classificar, todos deixaram motivos e me deram coragem para em poemas registrar uma época da minha vida repleta de atos insanos, verdade! E nessa vida de idas e vindas acabei solitário e com tempo para tudo, hoje planto, para esquecer e não cair em pranto. Cultivo hortaliças e esqueço as meninas bonitinhas de pernas roliças.
Ainda bem que tenho os meus rascunhos, não me falta inspiração, mas não tem um amor e nem coragem para inventar palavras que não me saia do coração. Mas a vontade é grande de continuar a escrever e publicar no meu blog. O site ainda não consegui concluir. Pretendo sim, mas estou sem paciência para estudos... Quanto isso, sigo minha sina, e publico um poema antigo, de mil novecentos e noventa e oito – Filho e Filha.