quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Dezenove anos que se passaram

Há dezenove anos , 30de janeiro de 1995, havia saído do Rio de Janeiro por volta das 21 horas, estava na BR 101, voando no meu Santana 92, cortando pela direita, ultrapassando pela esquerda. Tudo para chegar em Cachoeiro de Itapemirim, terra de uns dos meus mestre na literatura – Rubens Braga.
Havia estado no final de semana, dia 28 do mesmo mês e  ano, em Muqui, cidade vizinha a Cachoeiro. Era o aniversário da minha amiga Márcia Peixoto, estivemos na sua casa da roça, a mãe da minha filha grávida, com a barriga pronta para “pocar”, conforme a expressão daqui.
Estávamos todos, curtindo um dia ensolarado, com violão e muita farra regada a cerveja, fora a comida. Eu tinha que voltar para o Rio no domingo, dia 29, e assim o fiz, peguei o Santana e zarpei para casa. Tinha projetos no DETRAN do Rio, onde atuava como consultor.
Segunda feira, dia 30, Ana Maria, me telefonou, um pouco assustada, dizendo que o Dr. Paulo, seu obstetra, detectou que a Ana Carolina, nosso bebê, estava com o cordão umbilical envolto ao seu pescoço. Disse-me ainda que ia ser internada. Pois, na manhã seguinte ele, o médico, faria o parto, uma cesariana.
Notícia boa, mas ao mesmo tempo preocupante. Pois o bebê corria risco de vida.
De modo que, me preparei para retornar a Cachoeiro,  a tarde desse dia já ia alto. Então pensei “não adianta sair agora de Jacarepaguá pois vou pegar um tremendo engarrafamento na Praça da Bandeira e na Ponte Rio Niterói” - Aguardei o horário mas brando do trânsito para sair de casa e por volta das 20:40 hs segui viagem para assistir a Ana Maria no nosso parto.
Cheguei em Cachoeiro por volta das 01:30 da manhã, viagem louca e corrida, um risco só. Cheguei sem contra tempo.
Tudo correu muito bem, numa manhã de terça feira - 31 de janeiro, nasce Ana Carolina Guarino Omanguin Farias!
O tempo se encarregou de me mostrar o quanto se faz importante estar junto de nossas crias, tenho vivido longo período de separação da minha filha. Por diversas vezes busquei uma aproximação, tentei mas não consigo.
Acredito na liberdade de expressão e das escolhas. Talvez pelas escolhas que fiz na vida, penso desta forma e,também, permito que ela faça as suas escolhas.
Contudo tenho a facilidade de me expressar pelas letras, assim organizo minha vida e a minha mente e, nas estradas da vida encontros amigos e construo meus sonhos.
Solidão, entre consultórios médicos e cirurgias bobas vivi meus últimos 4 anos... Reencontrei velhos amigos, permiti-me viajar para encontrá-los, conquistei um novo amor que me ensina todos os dias a cuidar de mim, a me amar mais e me sinto bem.
O trabalho surgi com força total, o INSS me deu “bilhetinho azul”, mas que tem competência vai a luta, só que eu esperava que esta luta só viria depois do carnaval, ledo engano!
Cá estou! Em Cachoeiro, num quarto de hotel, escrevendo mais uma crônica da minha vida; depois de 19 anos, coincidentemente, no dia 30 de Janeiro de 2014. O trabalho me chamou até aqui, uma saudade me faz escrever...
Véspera do aniversário de Ana Carolina, faz 19 anos, pode-se dizer “uma mulher feita”. Não há vejo, muito menos consigo falar-lhe... Depois, talvez em um futuro qualquer possa haver a  sua aparição.
Pelo meu blog, digo-lhe do meu amor, como sempre fiz, sempre pelas letras. Com essa letras componho meu bilhete de carinho, de quem muito almeja um encontro...
Para minha filha, desejo toda a sorte do mundo, como aquariana, igual a seu pai, faça as sua escolhas, viaje em fantasias, sonhe sonhos dourados, liberte-se de amarras e preconceitos, abra a janela do seu coração para quem lhe ama...
Fuja das perseguições, de línguas mau faladas... enriqueça a sua alma com os mais puros dos sentimento e a sua carne com inteligência e sabedoria, para que não sofra o mal do abandono.
Divirta-se conquistando aperfeiçoamento, buscando formação para um trabalho digno e saudável. Pois é na ascensão profissional que encontramos o nosso mundo.
Felicidade pelo dia do seu aniversário. Felicidade? Não espere de ninguém, corra atrás da sua.

Do seu pai ausente

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

O TEMPO NÃO É UM LEDO ENGANO – Tia Leda

Hoje a Thayssa Held minha prima de segundo grau alterou a sua foto no Facebook e postou nova foto com a sua vó Leda, minha tia, para marcar a sua saudade e falar das suas emoções através dessa foto. Postei um comentário que fala do tempo para a "cura" inexistente da saudade de quem a gente ama e esta pessoa parte para uma outra vida no plano celestial.

Este tema me levou a escrever uma prosa para homenagear a tia Leda falecida em Dezembro/2013. Por estar viajando neste final de ano e não ter podido prestar minhas condolências pessoalmente, registro aqui no blog e faço a minha homenagem, mais uma vez, para que não fique só em mim esta dedicação.

O TEMPO NÃO É UM LEDO ENGANO – Tia Leda

Ah!!! O tempo...
Se fosse do momento, não seria tão intenso...
Como o tempo somos passageiro deste mundo ligeiro...
Passado, entre idas e vindas, somos presente, de um futuro incerto...
Esse tempo marcado pela amizade, pelo carinho...
Tempo marcado pela tua ausência.
Tempo  que deixa saudades de tu , desde quando criança fomos...
Que nos teus braços, num acalanto, nunca foi ou será um ledo engano...
Vó, mãe e tia, ficamos tristes com a tua partida...
Mas a única certeza... Leda, tu fostes uma fortaleza...
E não será o tempo que matará o nosso sofrimento.
Contudo, resta-nos o peito...
Com um coração para guardar por todo tempo a tua lembrança.
Choros de emoções... Só o tempo para dizer até quando!
Porque a saudade de ti será eterna!

Dário Omanguin
03/01/2014
Pinhais - PR