domingo, 24 de agosto de 2014



Viagem... ir ao léu, chutar o balde e sair por aí. É o que mais se fala quando se está afim de umas férias e esquecer a vida. Contudo quando se deixa para trás alguém que a gente ama, dá uma vontade danada de voltar. Dizem que a saudade dói. Em mim, faz-me acreditar no amor e ser mais criativo e dizer "estou voltando", Gonzaguinha disse isto para sua Dina e emociona, até hoje, a todos com palavras de carinho para a sua segunda mãe. Eu... Escrevo para minha amada!


Saudades
Num refúgio de um bar
Encontro a música
E a vontade de amar
De beijar minha amada.
Debaixo do Baixo Gago
Ensaio um passo... Fico no samba
Pensando na cama
Com a mulher amada.
Vejo que não passa de um sonho
Perto do peito...
Longe do teu ser
Sinto tua alma
Teu coração pulsar
Venho, tu vens
Sinto tua falta
Tu me vê em sonhos
Acordo com palmas
Depois do violão!

Dário Omanguin
22/08/2014

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Deu na Estação André Rocha do BRT Rio

Péssimo atendimento na Estação André Rocha na Taquara, sou deficiente auditivo com perda de 80% da audição em tratamento para utilização de aparelho. Hoje por volta da 12:40 hs entreguei R$ 20,00 para pagar uma passagem. A bilheteira falou algo inaudível em função do vidro protetor da minha condição de saúde, entendi algo diferente do que le falou e eu a seguir fiz um sinal com o dedo indicador e o polegar dando um Ok. Para a minha surpresa ela emitiu um cartão com uma carga de R$18,00. Percebi esta ação pelo troco que ela estava me dando. Então, falei que eu queria uma passagem. A mesma me informou que não ia fazer a correção porquê não tinha como cancelar o bilhete e fazer o estorno e não ia arcar com o prejuízo! Batemos boca, pedi-lhe que chama-se a sua supervisão e, nada, não havia ninguém naquela estação. Busquei identificar alguém desta empresa que poderia me auxiliar, nada! sabem o que eu achei? Um extintor de incêndio. Muito consternado e me sentindo ludibriado, instintivamente, acionei o equipamento, lançando pó na entrada da estação. O mais interessante, que ninguém veio saber o que se tratava. Uma pessoa de cabeça branca com 62 anos de idade. portanto, um idoso sendo desrespeitado pela atendente do BRT Rio que desconhece o Código do Consumidor e o Estatuto do Idoso. O mais intrigante a tal atendente se sentindo ultrajada saiu da sua cabine e disse que ia chamar a polícia. E saiu pela rua em direção ao Colégio Brigadeiro Schorchot. Voltou furibunda e sem a polícia. E, eu continuei aguardando a chegada da polícia ou a devolução do meu dinheiro.
Eu estava acompanhado dos meus pais, a situação foi constrangedora para eles, insistentemente, solicitei-os que fossem embora e me deixasse só porque eu queria resolver a questão de qualquer jeito. Mas mãe é mãe e, a minha mãe muito nervosa não ia me deixar ali de jeito nenhum. Transcorria o tempo e um pequeno caos instalado na estação. Mas o público nem aí... E eu doido para que a polícia aparecesse, imagina vocês que um B.O. seria muito interessante para iniciar um processo contra o BRT Rio. Passado mais de meia hora de espera pela polícia, resolvi escrever meus dados de identificação e localização em um papel e entreguei a tal atendente para que a mesma entregasse a polícia e mandei que ela desse o cartão com os R$18, 00 de crédito para um necessitado e ficasse com o troco. Chamei meus pais e fomos almoçar no Habbib’s da Taquara.
Resumo desta balada:
- O BRT Rio está despreparado para atender uma metrópole, pois não tem sistema de gestão, nem supervisão operacional e, pior ainda, não tem um canal com a polícia para uma chamado de emergência.
- O Rio de Janeiro está entregue as baratas, nem polícia e nem políticas de valores que dignifique uma cidade que se diz maravilhosa.
- Sou carioca que resido a mais de 20 anos no Espírito Santo, não conheço o sistema BRT e pouco faço questão de conhecê-lo... Não andei e nem andarei mais nessa coisa.
- Sou consultor em gestão empresarial e trabalho nesta área a 40 anos, qualquer sistema de cobrança ou pagamento tem uma função de estorno ou cancelamento, para os menos avisados e desconhecedor de um sistema, vejam o sistema de um supermercado, que nós chamamos de PDV ou check-out.
- Em suma, me senti roubado por esta modalidade de transporte do Rio de Janeiro.
- Contudo, me sinto feliz, perdi R$ 20,00 mas estou aqui contando a minha história e morrendo de rir do fato. Imaginem um extintor de incêndio soltando pó químico, uma nuvem branca, porém carregada de indignação!

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

A queda do jornalismo, análogo ao acidente que matou os tripulantes do CESSNA

Morre o Candidato!

Pela manhã de ontem, um pouco antes das 11 horas, a rádio CBN informou a queda de uma aeronave em Santos - SP. Estava voltando para casa quando ouvi a notícia pelo rádio. Não havia informações concretas pela Aeronáutica. Ao chegar em casa, liguei a TV para ver o jornal local, quando ouvi detalhes do acidente com a aeronave.  Realmente fiquei chocado com as mortes e principalmente a morte de Eduardo Campos, que era um bom contra ponto nesta corrida eleitoral.
Ouvi e vi quase todos os jornais durante a tarde, pois a TV aproveitou a desgraça alheia para faturar... Como sempre!
Entretanto, o que mais me atormenta, neste fato, foi a insistência dos repórteres em querer saber dos entrevistados quais seriam a pessoa que irá substituir o candidato morto.
Por elegância e respeito, cientistas políticos e analistas políticos se declinavam em responder essas perguntas descabidas. E, não eram repórteres novatos, âncoras famosos como o Heródoto Barbeiro que é um profissional ilibado e experiente também nos deu essa amargura televisiva.
Falta de respeito foi o que não faltou  nestas 13 horas de notícias fúnebres.

Fui estudante de jornalismo, mas por opção profissional e imposição de Pareceres do CFE e por Resoluções do MEC para o  ensino superior naquela época,  me formei em Publicidade e Propaganda.
Durante este quase 40 anos de formado e muita leitura de impressos noticiosos, ouvinte e telespectador dos aparelhos da radiodifusão, fica muito claro em minha consciência que o jornalismo vem perdendo seu valor, o respeito pelo fato. De modo que a veracidade da informação está ficando comprometido pela necessidade de levar a primeira mão a notícia aos interessados sem ser apurados os dados e suas fontes.

VIEIRA, R. A. Amaral, autor de livros sobre Comunicação Social fez as seguintes observações, em 1978, sobre o modelo do ensino na formação de profissionais:
 “... uma mesma sala de aula preparava, e prepara, um jornalista, um publicitário, um relações-públicas, sendo dada a todos a mesma formação teórica, isto é, uma informação alienante; a todos se transferiam e transferem, em bloco, técnicas europeias e norte-americanas, notadamente norte-americanas, sem nenhum comprometimento com a realidade brasileira, e sem que ao aluno, futuro comunicador social, fossem dadas condições de proceder, ele mesmo, a essa redução.”


Ao meu ver, o noticiar passa por um processo "frio" para atingir o objetivo de informar. Os veículos de comunicação de massa não primam pelo "furo jornalístico", preferem a compra de noticias de agências provedoras, cujo texto já vem pronto, sem a essência e a personalidade do autor. E, assim, cria-se a notícia imediatista e um jornalista/repórter sem personalidade e sem a cultura necessária para transformar um fato doloroso em uma notícia com conteúdo informativo e sem o sensacionalismo indesejável.

sábado, 9 de agosto de 2014

Dias dos pais!

Homenageio meu pai, nesta data, para agradecer pelo amor e efetivo apoio que tem me dado neste meus 62 anos de vida. Dizer aos meus amigos que me orgulho do pai que tenho e demorei muito tempo para escrever um poema a ele, devido ao estilo que traço meus poemas. Afirmo que é difícil para mim escrever sobre a alegria que tenho dos meus pais. Sou obediente aos seu costumes e sinto que ofereço confiança para eles, pelo ao menos, agora depois de "velho". Tenho que rir de mim mesmo depois desta afirmação! Vamos a homenagem ao meu pai Dario Farias...

Pai!
Pai!!!
Chama o filho, seu pai...
Paiêê!!!
Implora a presença do pai, o filho agoniado...
Pai tua presença é minha alegria!
Pai tua força me conduz com segurança...
Pai tua alma me traz dignidade
Pai! Porquê esta distância?
Paiê!!! Porquê não sou mais criança?
Então, paiê! Serei sempre o porquê,
O porquê da sua alegria?
Breve tempo se passa, segundos da hora,
Me debato na cama, assustado com medo...
Acordo de um sonho, um pesadelo
Vivi um sonho, volto ao pensamento.
O porquê deste sonho?
Me pergunto... Preciso de um alento
Para entender este momento.
A noite são meus anos que se foram
Tudo passou muito rápido
Memórias de tempos ido
Afloram agora meu pensamento
Breve tempo de saudades.
Pai! Todo tempo tivemos
Agora os momentos são escassos
Talvez isso justifica o sonho
A sua ausência, o nosso envelhecimento
Faz doer com a saudade daqueles que já se foram
A vontade de voltar criança, de ter-me a mão
Sem precisar de uma viagem... De tomar uma condução!
Queria estar ao seu lado... durante a leitura do jornal!
Poder falar da situação política atual
Jogar conversa fora sobre os ditos e manchetes.
Mas cá estou, em exílio voluntário,
A agradecer por sua existência e o eterno amparo.
Dário Omanguin
09/ago/2014