segunda-feira, 10 de agosto de 2015

70 anos da Bomba Atomica sobre o Japão

Vivo este início de mês com um dilema, quando deixaremos de ser racional para ser social! As comemorações tristes e homenagens póstumas aos vitimados pela bomba atômica lançada pelos americanos sobre o Japão fez com que o meu filho Bruno  a se manifestasse pelo Facebook com um pequeno depoimento de repudio a ação dos americanos na Segunda Grande Guerra. Gerando em mim a necessidade de escrever uma crônica, que publico.

O mundo dos humanos é um constante experimento, onde tudo que é novidade é testado no ser social em nome do avanço tecnológico, desde períodos que antecede a Revolução Industrial. Hoje esse avanço, chamamos de INOVAÇÃO, preconizada mundialmente.
Entretanto, também temos o avanço social e seus métodos de moldar a sociedade reclamante de melhores tratos, não sei desde quando o homem vem aniquilando seus pares para garantir a supremacia individual, de castas, de poderes governamentais.
Neste pensamento, surgiu a "arma branca", a fogueira, a forca, a guilhotina, o fuzilamento, a ditadura e até o holocausto. A partir daí, a inovação entra em ação. Bombas, aviões e foguetes; até quando um alemão entra em cena com a Teoria Nuclear criando a bomba atômica.
O efeito todos nós sabemos, atos de covardia cai devastador sobre uma grandiosa população civil no Japão.
Mas somos humanos inteligentes, avançamos em pesquisas tecnológicas: - gases, bactérias, vírus entre outros elementos químicos que viram armas de intimidação a qualquer espectro da sociedade universal. Contudo, faz parte da inteligência dos homens de boa vontade, que não param por aí.
Somos beligerantes, mal intencionados, na sua maioria. Como maioria que somos tudo passa ser normal. E, normais são os experimentos também em animais. Drogas, cosméticos, alimentos e outras invencionices são aplicados em seres vivos em nome do avanço tecnológico.
Somos passivos, obedientes e fervorosos consumidores de tudo. Todos, lívidos e fagueiros, sofrem as consequências. Por trás de tudo isso ocorre violências terríveis contra a maioria silenciosa e carente do todo social.
O avanço tecnológico é imundo, quando não trata com a lógica da matemática todas as questões sociais; digo com todas as letras, a bomba atômica é uma violência criminosa, tanto a sua invenção quanto a sua aplicação. Todavia, a falta de informação, a má educação, a miséria, a fome, a violência urbana vem matando mais que a bomba atômica jogada em Nagazaki e Hiroshima no Japão.
Ninguém, com autoridade e capacidade de liderança tem permissão para mudar o quadro urbano de qualquer cidade do mundo.
O ser humano dominante é venal, corruptor e corruptível, tudo pelo interesse próprio. O ser social depende de mudanças estruturais nas formas de governo, na gestão do bem público para que o fator social passe a ter critérios rígidos e aplicáveis de forma clara e obediente para um mundo sustentável.
Não sei quando, mas é preciso acontecer, depende somente do ser humano para o ser social se tornar realidade.
O principio está em cada um de nós, façamos a nossa o parte, que somada ao todo terá como resultado um mundo melhor – O ser social predominando o ser humano.
Tomamos com exemplo uma floresta devastada para o pastoreio. Se o pastor e suas ovelhas não adentrarem nesse campo de pasto; a floresta lentamente irá recompor-se, primeiramente crescerão os arbustos e cipós e animais de pequeno porte surgirão para estabelecer a harmonia local. A seguir os animais semeadores com suas sementes, pois o solo estará pronto para as arvores de grande porte. A restauração da floresta trará novas vidas, com seus cantos, silvos e suas cores. Estabeleceu-se a alegria!
Simples, não é? Mas leva tempo. Precisamos de afinco, paciência e bons costumes para que a alegria recomponha o nosso ser social, mudando esta realidade inóspita e cruel que avassala o mundo tecnológico dos seres humanos.