terça-feira, 10 de setembro de 2013

Aniversário da Paulinha, minha afilhada!

Distantes pela vida, próximos pelo carinho. Ana Paula minha afilhada, filha do Ricardo Omanguin Bringel, fez aniversário dia 6 de setembro, indo para vinte e tantos anos. Omito a idade para ser "educado", escrevi uma prosa para conter a emoção e  enviei-lhe  pelo Facebook, para a minha alegria.

Hoje é meu “niversário”, como diria uma criança!

Os tempos se passaram e hoje continua sendo uma data especial. É o dia do seu aniversário!
Os tempos são outros com você, já adulta, amadurecida, com responsabilidades do trabalho, com irmãos e seu familiares. Entretanto, para mim ainda é uma criança, não sei se é pela distância, de não ter lhe visto crescer. Sei que esta adulta pela visita diária que faço a seus comentários no “Face”. Observo uma mulher inteligente e perspicaz.  Com insinuações humorísticas e inteligentes. Talvez seja por isto que a vejo ainda criança, pois quando menina gostava de remedar e imitar pessoas, muito esperta e arisca. Criança doce e atrevida, simultaneamente, gostosa de lidar, sua meiguice era singular.
Hoje me parece que nada mudou, vejo mensagens de seu amigos, retribuindo carinho e gozações. Me parece ainda muito performática!
São lembranças e constatações de um padrinho ausente, mas que a guarda no meu coração. E, não é uma constatação de alguém que envelhece solitário, sim de um carinho reservado, de uma pessoa que estima a família, de um modo geral, e você esteve e estará sempre em meus momentos pelo elo que me liga a Tia Marilda, ao Piu e a sua mãe. A ausência que por vezes me deixa triste, logo penso na sua alegria de menina, tudo volta a ser calmo em meu coração.
Digo estas palavras para congratular com a sua vida jovial, escrevo na emoção de poder compartilhar com seus amigos o dia do seu aniversário, que se passa com os festejos costumeiros da juventude, da minha alegria de tê-la como prima e afilhada. Uma pessoinha da minha estima, da qual me orgulho e faço gosto.
Muitas felicidades advindas da saúde e da vontade de vencer para que o seu o trabalho seja  vitorioso e que possa ter uma vida de alegrias diárias. Esses são os meus votos pelo seu aniversário.

Do “dindo” Dário Omanguin
06/set/2013

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Amor de Poeta

O poeta foge da razão na sua alcova
Sobe picos... Eleva-se em pensamentos nostálgicos
Em busca de palavras que exprimam a sua solidão
O poeta afogueado busca momentos mágicos
Para dizer à sua prenda coisas do coração
Entretanto, finge não entender a sua amada.


Dário Omanguin
22/Ago/2013

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Lendo o texto da minha prima Constança, declamando seu amor a Catarina, senti vontade de externar um sentimento contido, mas aflorado pela idade e também pelo isolamento involuntário que me coloca longe da minha extensa família aquém dedico meu carinho em pensamentos diários. A Catarina e Davi, pelas semelhanças do destino.

No céu existe uma infinidade de seres que chamamos de planetas, estrelas, de nuvens e até mesmo de asteroides. Todos com seus caprichos e belezas incomuns. Seres que prestamos nossa admiração, exclamações de amores! E até aqueles que julgamos anjos. Entretanto, aqui na terra existem duas flores, de perfume singelo trazido pela vida, pelo encanto de quem se foi cedo para o espaço sideral pela querência de alguém maior. Seres pequeninos que crescem a velocidade da luz, que encantam e preenchem um vazio com suas alegrias e gracejos. Tudo para transformar e confortar corações. Temos no crescimento da nossa família esse sabor, essa ávida certeza  que  a vida continua. E como continua! Para o conforto dos que aqui sentem a falta dos que foram viver celestialmente. Falo com carinho de Catarina e de Davi, sementes Farias da Silva ou simplesmente Farias, não importam os nomes que os identificam, sublimam pela herança, pela esperança de completarem a vida de seus pais e preencherem o vazio em nossas famílias, principalmente de seus avós, cujos corações ainda ressentem pela perda e pela ferida aberta que nunca estará sarada. Catarina e Davi, não se conhecem, mas primos são, como se fala em nossa família, primos irmãos que crescerão sob a dor da perda. Contudo, faremos desta dor um jardim florido para que sejam sempre queridos e amados.


Dedico este texto a minha prima Constança e marido, a Zelda – minha cunhada e aos meus pais pelo carinho e comprometimento com o amor  a minha irmã Rosangela, que com certeza estará a frente da educação cultural de Davi.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Amor Espetaculoso

Quando se acorda com saudade de alguém e em mente vem cenas vividas de intensa alegria e acertos pela razão, dá uma vontade de correr para os braços desse alguém. Entretanto, quando a distância nos impede, só tem um jeito, escrever para registrar esse encantamento!
Amor Espetaculoso
O amor é espetacular, espetaculoso
Quando se ama tudo é maravilhoso
Tudo em volta está em flor
O tempo corre rápido, é curto para o amor.

O amanhecer só, não é triste
O café da manhã ... sim, solitário!
A certeza do teu amor me deixa em riste
Absorvo o café em pensamentos ordinários

Pela loucura do amor vivido
Em noites passadas, são lembranças
Ainda me resta o gozo contido
Preciso ver-te choramingar feito criança

Entre goles de café puro, um a um.
Conto o tempo , ainda é manhã bem cedo
Só posso tê-la no “post meridium’
Mas esta ânsia não me mete medo

Pois a certeza do teu amor esta noite
Me faz pensar que és minha por inteiro
Cuja sensatez do teu coração
Me leva amar-te com sofreguidão.

Dário Omanguin

07/Jul/2013

terça-feira, 30 de julho de 2013

Solidão

Amo a minha solidão,
Nela construo um mundo de ilusão!
Sou nela um visionário
Flerto com as cores do meu vestuário
Enxergo um arco-íris de amores
Jardins em flores... Um orquidário!
Veredas me levam além de mim
Me fazem repensar a vida
Caminhos sem retorno
Corpo delineado pela minha escrita
Sou feliz na solidão, me dou!
Estou me achando menos hipócrita.
Anos que se foram, tempos idos
Não há retorno e nem lamúrias
Enxuguei lágrimas, segurei soluços
Não culpei ninguém pelos tempos de amarguras
Não chorei vinténs...  Ganhos ou perdidos
Só o tempo passou e cresceu-me o buço!
Estável são os tempos de agora
Meu coração até namora
Volto a escrever, cozinhar e amar
Feliz, acendi o fogão a lenha
Procuro me esquentar neste entardecer
É inverno, curto o crepitar da queima
Minha alma está laureada
Minha tristeza foi passageira
Ouço Beatles, tenho toda obra
“A hard day’s night” o som de  agora!
A noite caiu e o frio veio junto
Volto no tempo, lembranças dos anos 60.

Dário Omanguin

30/Jul/2013

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Vivendo uma nova esperança

Tenho vivido... ouvido até mesmo falado bem baixinho
Comigo, em meu peito um sussurro, um sopro de amor
Tenho-o na certeza do carinho que disponho a ti.
Que uma parte de mim se perde ao deixar-te
Quando menos espero, és tu que me acordas do sonho
Com uma sonoplastia em meu ouvido, mais amor
Mais vida, que me entregas, que faz-me pensar.
Nesta altura da vida, surpresas no coração...
Em raciocino rápido, lembro-me ser ainda jovem
Pois estar amando, me torna a esperança...
De uma vida. Viver uma vida com um grande amor!
Ter uma mulher de corpo e alma,
Capaz... não é para qualquer rapaz.
Sinto transformações, creio na mudança.
Pelos caminhos que me levas, sempre uma fotografia.
Pelas idas e vindas, expressões impressas, no teu rosto lívido,
Das peças musicadas, acordes que me emociona e alivia-me.
Cenas de um teatro mágico, um sorriso, indo as lágrimas
Tanto na nave de um igreja santificada pela música renascentista
Ou no palco transfigurado pela luz, saltimbancos e coristas.
De soslaio, contemplas a criança que desperta em mim
Minha alma, está lá! Lá naquele texto, incorporada, extasiada.
Regendo com movimentos da cabeça, lá estou no meio da orquestra.
Com o meu coração digo que tu me trazes para a vida...
Convites, orientações, apresentações...
A tudo e a todos, sigo aos ditames do teu intelecto
Altruísta, inteligente, nunca intransigente!
Ensina-me o caminho da solidariedade,
Fazendo-me crer na calma, na paz, no afeto.
Tu, das campinas do sul, que tens sede da arte,
Tens necessidades da magia da dança, dos corpo nus
Entrelaças-te em mim com uma aura, brilhante,
Trazendo-me a felicidade, me elevando a estima
Fazendo-me crer que tudo posso sem lástima
Numa nova vida de sons, de blues e cantilenas
Das raízes dos boleros, de Borguetti e sanfona
Não precisarei de novena. Sim do teu corpo colado
Num vai e vem, passos miúdos, como na dança dos signos
Ou nos arroubos de Frida!
Quero estar em ti, como as imagens dos Campos de Girassóis de Van Gogh
Até mesmo a dos afrescos de Michelangelo na Capela Sistina.
Quero poder estar presente a todo tempo...
Mesmo te dando tempo, quero te ver fluir em teus desejos.
Com Shiva, renovaremos nossos propósitos e a misericórdia
Pois sou teu como tu serás minha todos os dias.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Poema ilustrado - Amor delével

Amor Delével

Pisar em terras férteis
Que traduzem germinações...
Pisar na terra me faz bem,
Faz muito melhor ao coração. 
A terra fértil me dá o alimento que nutre o meu corpo,
A fertilidade da mulher amada me deu a esperança,
A Esperança é para mim a filha do tempo.
Do tempo, reclamo a tua ausência!
Sinto falta da tua imagem.
Em minha página, o teu retrato
Teu retrato, se tornou um fantasma.
Que cisma, nunca ser revelado.
Então! Na terra seca do agreste... Exposto
Nossa sombra transparece delével.
Meu medo, ah meu medo!
O sol se vai atrás das coxilhas
Não resistiremos ao pôr do sol
O amor delével se esvai...
Desencantado se desnutre
Tornando a terra infértil
Morre o amor, a sombra escurece
Meu coração padece...
Enquanto nossa imagem desaparece
O amor é assim... Delével.
Dário Omanguin
24/06/2013





sexta-feira, 21 de junho de 2013

MOVIMENTO PASSE LIVRE II

Volto ao Movimento Passe Livre com considerações e reflexões, sem muito estender  no assunto, coloco alguns tópicos para que possamos entender o desfecho se é que algo de bom vai resultar depois de esfriado e esquecido pelo povo.
O Movimento Passe Livre criado pelos estudantes permitiu carona de outras aspirações do povo brasileiro no tocante aos temas, Segurança, Educação, Saúde, Corrupção e PEC 37. Mas esqueceram de incluir o Movimento Brasil um País Laico, que eliminam as inscrições religiosas nas instituições públicas.
Tópico I
A principal característica deste o movimento é a falta de liderança, como pode ser? Quem vai assumir o papel de negociador com o Legislativo e o Executivo?
Digo isto porque todos os temas questionados, exceto o passe livre, estão na esfera do congresso nacional e sem a ação partidária ou de um líder não haverá uma condução concreta para abertura do diálogo com os congressistas.
Urge lembrar que tais temas tem seus orçamentos balizados pela LDO e os congressistas são os responsáveis pelas emendas orçamentárias e fiscalização das realizações do orçamento. Então, subir a rampa do congresso não se faz necessário?
Contudo me lembro que o movimento dos Caras Pintadas, havia um Lindbergh Farias, que emergiu para a política petista, foi Prefeito de Nova Iguaçu – RJ e agora é Senador da República, e nada faz pelo Movimento. Assim fica difícil acreditar numa liderança que seja “VERDADEIRAMENTE ALTRUÍSTA”.
Até entendo que os organizadores do Movimento não falam de um líder ou de líderes para encabeçarem as conversas nas esferas apropriadas.
 Tópico II
O Vandalismo rola solto em todas as cidades como se fosse um movimento organizado, tem objetivos comuns e atuam da mesma forma parece que seguem uma “cartilha”.
O último movimento de vândalos no nosso país foram articulados pelo crime organizado com a queima de ônibus e destruição de posto policiais. Houve fraca atuação de Secretários de Segurança dos estados de São Paulo e Santa Catarina, que foram demitidos e os seus substitutos atuaram de forma branda com poucas prisões e nenhuma conclusão.
Hoje o movimento dos vândalos se seguiram com poucas detenções e até agora nenhuma informação concreta de prisões e abertura de processos. Novamente me pergunto, não está na hora de juntar os fatos e inquirir o detidos para saber ser o crime organizado está utilizando o Movimento, infiltrando seus elementos para perturbar a ordem e desacreditar as polícias e os executivos estaduais e municipais?
O vandalismo em Brasília, contra o prédio do Ministério do Exterior – Itamarati é coisa de que não tem instrução formal. Ali se concentra a Inteligência pacífica do Brasil, seus funcionários de carreira tem pouco haver com a política desastrada dos petistas e a maioria são isentos de mácula e nem as instalações físicas do prédio tem culpa das mazelas do executivo e do legislativo. Por isto, afirmo que há uma infiltração perigosa contaminando um movimento ingênuo porém legítimo dos estudantes.
Tópico III
A ação do Movimento que insiste em ser pacífico. Ora... Estão pensando que os políticos do executivos são ingênuos? Se o Movimento não gerar conflitos, correria, quebra-quebra, um mínimo de violência, vocês acham que eles irão ceder?
Movimento pacífico e familiar sem violência e de grande proporção, só as procissões de São Jorge e São Sebastião no Rio de Janeiro; Jesus Viva Verão, maior evento evangélico de praia no Brasil, as Paradas Gays, que concentra não só os gays como as famílias que curtem um carnaval fora de época.
Fora disso, qualquer movimento reivindicatório tem que impressionar e pressionar... muitas das vezes a violência gera mudanças satisfatórias.  Vejam a história das civilizações!
Tópico IV
O papel da mídias concessionárias, principalmente a Televisão... Insistem na transmissões de imagens de vandalismo, mas o termo em regra geral é que o Movimento é pacífico. Pecam em não fazer o papel correto da imprensa que é de informar ao cidadão e questionar os principais atores para que as verdades não ficam em calabouços. Me parece que estão muito preocupadas com as suas licenças de concessões e não querem desafiar o sistema petista. Com esta imagem pacifista, leva ao cidadão se influenciar e carregar até infantes pueris para um movimento, onde a principal surpresa é o vandalismo e que está gerando violência irritação dos sistemas de segurança e podem colocar em risco os que estão a volta.
Esta condição, já sabida dos participantes pacíficos e também de vândalos, fazem com que os pacíficos as mantêm distantes e aos vândalos só restam a depredação de veículos e equipamentos e agressões aos funcionários.
Tópico V
O desfecho desta balada será inusitado, todos os cidadãos de alma lavada – vestiram-se verde amarelo saíram às ruas gritando palavras de ordem; todos os vândalos senhores de si – mostraram força e capacidade destrutiva; políticos sorridentes – nada os afetaram; chefes de governos municipais e estaduais fizeram suas partes, reconduziram as tarifas aos valores anteriores; empresários do ramo transporte urbano, tomaram um susto, mas suas concessões continuam valendo, as próximas planilhas de custos serão, costumeiramente, manipuladas; os lucros exagerados serão aplicados em benesses de familiares e repartido com a camarilha governamental.
Talvez a única coisa diferente foi a combinação orquestrada pelo LULA e pela PRESIDENTA DILMA e ensaiada pelos governadores, principalmente do Rio de Janeiro e São Paulo e os prefeitos de suas capitais , onde afirmaram que a redução das tarifas dos transporte urbano acarretará revisão dos orçamentos para investimento. Logo se conclui que a Educação,a Saúde e a Segurança está de mal a pior...
Digo e repito, mas uma vez o cidadão comum, caiu numa armadilha e sofreu duras penas; já os estudantes saem fortalecidos e com certeza surgirá um novo Lindbergh Farias. Mais um corrupto!


Dário Omanguin – 21 de junho de 2013

segunda-feira, 17 de junho de 2013

PASSE LIVRE - Movimento amplo e propósitos sem respostas positivas!

Participei de movimento contra aumento de passagens de transporte público desde os meu doze anos de idade, já estudante do antigo ginásio, onde o BONDE ELÉTRICO era o melhor transporte. Até hoje não vi resultado positivo e nem o governo tendo atitudes conciliatórias com esses movimentos.
Hoje, 17 de junho de 2013, as 22:35 hs assisto pela TV Educativa – TV BRASIL, os jovens Nina Cappello e Lucas Monteiro de Oliveira, representantes do movimento PASSE LIVRE de São Paulo em entrevista no programa CANAL LIVRE, falando o sobre o movimento.
Declaro não ser contra qualquer tipo de movimento, mas acho que tudo que venha ser gratuito acarreta prejuízo e mal serviço. O Serviço Público não está preparado para gerir qualquer tipo de serviço. A Gestão é falha por diversos motivos que não vem ao caso aqui. Pois gostaria de ressaltar e discutir o modelo de gestão de transporte publico, onde as empresas concessionárias estão estruturadas por órgãos públicos e elas respondem pela integração de linhas e tarifa única.
Aqui no Espírito Santo, na Grande Vitória, o sistema de transporte público é integrado através de terminais rodoviários urbanos, instalados e bairros de grandes concentrações demográficas, onde linhas denominadas de “Alimentadoras” transportam passageiros de seus bairros até aos terminais, lá fazem o transbordo para linhas “Troncais” que interligam os terminais.
Todas as empresas participantes desse sistema, possuem linhas Alimentadoras e Troncais. As arrecadações financeiras são auditadas e controladas pelo órgão gestor público, e são repassados às empresas conforme planilhas apresentadas e reuniões ordinárias.
Quero dizer com estes argumentos que o melhor para o transporte público e cidadãos, é o Brasil organizar o transporte de massa, desta forma, que já ele existe em outras cidades e funcionam muito bem.
Com relação a gratuidade, acho que deva ser cadenciado pela renda familiar. Pois vejo com certa desconfiança a utilização da gratuidade no transporte público. Com certeza será utilizado para ir e vir de pessoas que não tem precisão dessas viagens e estarão piorando mais ainda o serviço em questão.
Não sei qual o valor ideal e nem quais os requerimentos exigidos para estabelecer as prioridades do passe livre. São coisas que devam ser discutidos por conselhos probos e aprovados com consenso e senso de responsabilidade.
Voltando a Grande Vitória – ES, o sistema aqui também é muito discutido pelos estudantes e a tarifa baixou cinco centavos, sendo o valor atual de dois reais e cinquenta centavos,  a vantagem é que o cidadão percorre mais de cinquenta quilômetros por esse valor. Passando por diversos municípios e fazendo transbordo no máximo de três terminais rodoviários urbanos.
Está muito claro para mim que o que deve ser discutido e “brigado” é o modelo de gestão do transporte coletivo urbano.
TARIFA ZERO é varrer a sujeira para debaixo do tapete. Acredito, ainda, que o movimento está atendendo interesses de baderneiros, políticos escusos e a mídia “comercialesca”. Tudo isso sem que os seus representantes originais percebam.
Final do Canal Livre, são 23:30 hs, todos sorriram e devemos ficar como antes... Boa noite!
Dario Omanguin – 17 de junho de 2013.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Ao amigo Dr. José Antonio Miranda

Este registro é uma cópia do texto que postei no Facebook para homenagear o amigo Zé Antonio Miranda, do tempo do Colégio Estadual Brigadeiro Schorchot, onde passamos os melhores dias da nossa juventude. Fica a minha lembrança e a minha estima por todos aqueles que compartilharam da nossa alegria. Como sabemos que o Face não é de nosso domínio, perpetualizo essa homenagem em meu blog. 

Ao amigo Dr. José Antonio Miranda
Poxa, papai do céu, você me deixou triste, levar o Zé Antonio antes de eu tomar uns chopps com ele mais o Tuninho , o Abel, o Sérginho e os outros amigos entre eles o Hélvio. Há muito tempo que estamos para marcar este encontro, mas os afazeres não davam chances e as agendas apertadas nos manteve muito distante por muito tempo. O senhor já havia nos tirado do convívio o Pérsio, o Julio e Maria José Caetano. Nos resta ainda os colegas da turma de terceiro ano ginasial de 1967 do CEBS. Todos seguem as suas vidas com familiares e de muitos perdemos contatos. Porém tenho certeza, que todos trazem no coração a lembrança do violão tocado pelo Pérsio, pelo Júlio, pelo Tuninho e o Zé Antonio, o mas novo dos irmãos Miranda que se juntou a nós e faz parte da turma do bem do Brigadeiro. Só para recordar tenho o nome das meninas, Suely Moss, Ildicéia Cesper, Therezinha Ferreira irmã do Zé Mauro, e muitas outras com Kilza Ribas.
José Antonio Miranda, pessoa maravilhosa de um coração e uma placidez, incrível. Excelente aluno, cobiçado pelos professores do CEBS que davam aulas em cursos de pré-vestibular. Todos queriam o Zé Antonio para a turma de choque e sabiam que o Zé seria primeiro lugar no vestibular de medicina e o seu nome e do curso estariam estampados em out door pela cidade do Rio. Relembro, aqui uma página da sua vida prodigiosa, o Zé Antonio, se declarou ir para qualquer cursinho desde que o dono do cursinho oferecesse uma bolsa integral para o Hélvio Alvin nosso colega de turma e assim foi feito. Vestibular realizado, o nome do Zé e do curso estampado no out door como o melhor classificado no curso de medicina e o Hélvio também ingressava numa faculdade de administração.
Agora papai do céu não faz mais isso com a gente não! Permita-nos que possamos nos reunirmos para contar das nossas  proezas, das nossas alegrias e até mesmo das nossa tristezas. Sei que somos uma vida com tempo determinado, que morremos numa amanhã qualquer, mas precisamos estar juntos para um sorriso ou algumas lágrimas de alegria. Da mesma forma que estou com meus olhos, neste momento, marejados. Sinto uma alegria imensa, por ter convivido com o nosso amigo Zé Antonio e, sei papai do céu, que você está satisfeito também por ter permitido que o Zé concluísse seu ciclo de vida entre nós com sabedoria e presteza a nossa sociedade, como médico, ajudou a curar as doenças físicas e também o nascimento de muitas crianças como obstetra e ginecologista, sua especialização.
Lhe peço uma última coisa, papai do céu, arranja um banquinho para o amigo Zé, junto do Pérsio, do Julio e da Maria José, para que nos esperem tocando uma musica que sempre tocávamos e cantávamos lá no portão da granja e oferecíamos as nossas paqueras e amigas... Entre os anos 1967 a 1970.

Dário Omanguin

03/Jun/2013

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Dia "D" - Dia da Vitória


DIA “D”
Dia “D”- “D” de Dario Farias, meu velho pai, mas esbanjando saúde e que no dia 20 deste mês completa 87anos, recebeu mais uma condecoração por ter participado da Segunda Grande Guerra Mundial. Estive junto com ele, minha mãe e minha irmã Rosângela para presenciar este ato.
Sendo hoje 8 de maio, dia em que se comemora a rendição dos alemães e seus aliados, as Nações Vitoriosas, Estados Unidos da América do Norte, Inglaterra, França e Brasil, comemoram o Dia da Vitória, um dia especial para a democracia em todo mundo, e não menos para nós e também para as famílias que estavam presente a grandiosa solenidade promovida pelo Ministério da Defesa e Presidência da República.
Quero, aqui demonstrar meu apreço por todos aqueles que estiveram no “front” como combatentes e também aqueles que guarneceram a costa brasileira, cujos ataques de alemães vitimaram civis e militares.
Também quero ressaltar o bravo trabalho de jornalistas, correspondentes de guerra, em especial o Sabiá da Crônica Brasileira, Rubem Braga, cujo centenário de nascimento transcorre este ano.  Digo com carinho e apreço, Rubem Braga entre fevereiro de 1944 e abril de 1945 escreveu para o jornal Diário Carioca, que tinha como tema central a Segunda Guerra, seus efeitos no Brasil (então sob o jugo da ditadura do Estado Novo) e a participação dos soldados brasileiros nos combates na Itália. Esses textos são divididos em duas fases: os produzidos entre fevereiro e junho de 1944, quando o Sabiá manteve a coluna Ordem do Dia (grande parte desses textos é inédita em livro), e os feitos na Itália, quando o escritor atua como correspondente de guerra junto à Força Expedicionária Brasileira, esses escritos deram origem ao livro Com a FEB na Itália. Sugiro aos meus amigos que acessem o endereço abaixo para conhecerem o trabalho dele e também curtirem a exposição realizada no Palácio Anchieta, atual Sede do Governo do Estado do Espírito Santo, lindo trabalho e inovador com recursos de áudio visual simples, mas de grande impacto.
https://www.google.com/search?hl=pt-BR&site=imghp&tbm=isch&source=hp&biw=1366&bih=667&q= Centenário+de+Rubem+Braga&oq=Centenário+de+Rubem+Braga&gs_l
Voltando ao 8 de maio de 2013, Posso dizer que não aprovo a beligerância como forma de negociação para atingir objetivos democráticos, contudo cabe ressaltar que em especial, meu pai foi um bravo, não no sentido de ter ido a guerra, mas pelo fato de muito ter lutado para sair da miséria instalada do nordeste brasileiro. Onde se era retirante ou se minguava na terra seca, mesmo aqueles que moravam nas capitais sofriam pelas condições impostas pelo governos sulistas. Não diferente para meu pai, aí abro um parêntese e sito seu irmão, tio Fernando.
Os dois ingressaram na Marinha de Guerra, meu pai por ser de menor e voluntário, teve problemas com a pouca idade e baixa estatura! Meu pai conseguiu entra na Escola de Marinheiros  do Ceará no ano de 1944 com 17 anos e depois de pular muita corda para crescer cinco centímetros, pois  a sua baixa estatura havia barrado no ano anterior. Vou deixar esta história para outra ocasião, fiz menção só para ressaltar a sua persistência para sobreviver e entrar na Marinha de Guerra.
Hoje o vi perfilado, junto a tantos outros brasileiros, uns mais velhos que ele, até doentes, cadeirantes pela senilidade, mas todos garbosos, exibindo vestígios de bravura e no peito sua medalhas, ávidos pela condecoração de hoje.
Presente todas as armas brasileiras: - Exército, Aeronáutica e sua Divisões recepcionadas pela Marinha de Guerra. Solenidade de apresentação de pavilhões e corporações, sob acordes de hinos executados pelas bandas marciais e salvas de tiros de canhão.
E meu velho pai, lá presente, identificado pelo número 028, marca no chão para a costumeira disciplina militar na entrega da condecoração pelos oficiais graduados e pelo Ministro da Defesa Celso Amorim; cabe lembrar que na Escola de Marinheiros, meu pai era o 38, e ele “canta” este número até hoje, Por ser o segundo melhor aluno até a conclusão do curso de formação de marinheiros, até a sua passagem para a Reserva Remunerada como Primeiro Tenente, após 2 anos de guerra e mais uns vinte como condutor de navios.
Não vou me estender na sua biografia, pois nunca me sentei com meu pai para levantar dados que me subsidiasse para tal, escrevi o que ele comenta com a gente e amigos, espero que você pai com sua memória viva, possa um dia contar sua história de vida para que sirva lição e esperança para todos os filhos desta nação.
Saí desta solenidade consciente que todos nós somos bravos, uns porque foram a luta na Grande Guerra e outros porque enfrentam seus dramas e vão luta em busca da vitória sem perder a esperança e a delicadeza, que o hino Nacional é o mais lindo do mundo, que minha memória não apagará jamais as imagens hoje vistas e que meus olhos continuarão marejados ao ouvir o Hino Nacional em solenidades cívicas.
Meu coração, meu velho pai, minha mãe, meus irmãos, foi muito casual esta oportunidade, outra dessa não sei, meu coração... Ah meu coração!

Nota: Parte do texto sobre Rubens Braga foi extraído da tese de mestrado:
Titulação: Mestre em Teoria e História Literária
Título: A desordem dos dias : Rubem Braga e a Segunda Guerra
Autor: Ricardo Luis Meirelles dos Santos
UNICAMP – 24/04/2003

Dário Omanguin
08/05/2013




domingo, 31 de março de 2013

Páscoa Chuvosa



Já  chorei como filho

Chorei como pai

Ainda choro como neto

Choro como irmão

Chorei como genro

Sigo chorando como amigo

Já chorei por filhos emprestados

Como também como avô

Chorei como marido,

E um pouco como amante.

Tive choros por traição e por ter traído

Choro pelos primos...

Desta ausência tenho chorado bastante

Pelos afilhados derramei lágrimas de saudade

Choro sempre pela alegria que me vem ao coração

Muitas das vezes tive os olhos marejados

Pelos fatos, pelas adversidades da natureza

Pelas perversidades da sociedade

Mas o quê me faz mais chorar é ver outros chorarem

Da alegria, do sucesso e também das mazelas

No entanto, no dia de hoje

Onde o sol saiu pequeno

Só para permitir que as crianças buscassem em seus jardins

O encanto dos ovos de chocolate, coloridos e saborosos.

Logo o dia se tornou chuvoso e o tom cinza desceu do firmamento

Penso com meus botões:

"A chuva fina é as lágrimas do céu,

pelos que não tiveram seus ovos de páscoa e
muito menos, a alegria da presença dos queridos."

Então choro, não de angústia ou tristeza,

Mas pelo traçado do meu destino

que eu mesmo desenhei, até aos dias de hoje.

A ausência de confeitos da páscoa não me faz chorar

Pois a solidão é minha amiga, caminho ao seu lado.

Nela ou com ela, penso, coloco em ordem a minha vida.

O que digo ecoa na falta de alguém para desejar boa páscoa.

Todavia, uso da tecnologia para fluir o sentimento desta data

Então, àqueles ligados pela internet, digo:

"Que os coelhinhos da páscoa sejam a alegria do meu choro". 

Dário Omanguin
31/Março/2013