segunda-feira, 17 de junho de 2013

PASSE LIVRE - Movimento amplo e propósitos sem respostas positivas!

Participei de movimento contra aumento de passagens de transporte público desde os meu doze anos de idade, já estudante do antigo ginásio, onde o BONDE ELÉTRICO era o melhor transporte. Até hoje não vi resultado positivo e nem o governo tendo atitudes conciliatórias com esses movimentos.
Hoje, 17 de junho de 2013, as 22:35 hs assisto pela TV Educativa – TV BRASIL, os jovens Nina Cappello e Lucas Monteiro de Oliveira, representantes do movimento PASSE LIVRE de São Paulo em entrevista no programa CANAL LIVRE, falando o sobre o movimento.
Declaro não ser contra qualquer tipo de movimento, mas acho que tudo que venha ser gratuito acarreta prejuízo e mal serviço. O Serviço Público não está preparado para gerir qualquer tipo de serviço. A Gestão é falha por diversos motivos que não vem ao caso aqui. Pois gostaria de ressaltar e discutir o modelo de gestão de transporte publico, onde as empresas concessionárias estão estruturadas por órgãos públicos e elas respondem pela integração de linhas e tarifa única.
Aqui no Espírito Santo, na Grande Vitória, o sistema de transporte público é integrado através de terminais rodoviários urbanos, instalados e bairros de grandes concentrações demográficas, onde linhas denominadas de “Alimentadoras” transportam passageiros de seus bairros até aos terminais, lá fazem o transbordo para linhas “Troncais” que interligam os terminais.
Todas as empresas participantes desse sistema, possuem linhas Alimentadoras e Troncais. As arrecadações financeiras são auditadas e controladas pelo órgão gestor público, e são repassados às empresas conforme planilhas apresentadas e reuniões ordinárias.
Quero dizer com estes argumentos que o melhor para o transporte público e cidadãos, é o Brasil organizar o transporte de massa, desta forma, que já ele existe em outras cidades e funcionam muito bem.
Com relação a gratuidade, acho que deva ser cadenciado pela renda familiar. Pois vejo com certa desconfiança a utilização da gratuidade no transporte público. Com certeza será utilizado para ir e vir de pessoas que não tem precisão dessas viagens e estarão piorando mais ainda o serviço em questão.
Não sei qual o valor ideal e nem quais os requerimentos exigidos para estabelecer as prioridades do passe livre. São coisas que devam ser discutidos por conselhos probos e aprovados com consenso e senso de responsabilidade.
Voltando a Grande Vitória – ES, o sistema aqui também é muito discutido pelos estudantes e a tarifa baixou cinco centavos, sendo o valor atual de dois reais e cinquenta centavos,  a vantagem é que o cidadão percorre mais de cinquenta quilômetros por esse valor. Passando por diversos municípios e fazendo transbordo no máximo de três terminais rodoviários urbanos.
Está muito claro para mim que o que deve ser discutido e “brigado” é o modelo de gestão do transporte coletivo urbano.
TARIFA ZERO é varrer a sujeira para debaixo do tapete. Acredito, ainda, que o movimento está atendendo interesses de baderneiros, políticos escusos e a mídia “comercialesca”. Tudo isso sem que os seus representantes originais percebam.
Final do Canal Livre, são 23:30 hs, todos sorriram e devemos ficar como antes... Boa noite!
Dario Omanguin – 17 de junho de 2013.

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