Péssimo atendimento na Estação André Rocha na Taquara, sou deficiente auditivo com perda de 80% da audição em tratamento para utilização de aparelho. Hoje por volta da 12:40 hs entreguei R$ 20,00 para pagar uma passagem. A bilheteira falou algo inaudível em função do vidro protetor da minha condição de saúde, entendi algo diferente do que le falou e eu a seguir fiz um sinal com o dedo indicador e o polegar dando um Ok. Para a minha surpresa ela emitiu um cartão com uma carga de R$18,00. Percebi esta ação pelo troco que ela estava me dando. Então, falei que eu queria uma passagem. A mesma me informou que não ia fazer a correção porquê não tinha como cancelar o bilhete e fazer o estorno e não ia arcar com o prejuízo! Batemos boca, pedi-lhe que chama-se a sua supervisão e, nada, não havia ninguém naquela estação. Busquei identificar alguém desta empresa que poderia me auxiliar, nada! sabem o que eu achei? Um extintor de incêndio. Muito consternado e me sentindo ludibriado, instintivamente, acionei o equipamento, lançando pó na entrada da estação. O mais interessante, que ninguém veio saber o que se tratava. Uma pessoa de cabeça branca com 62 anos de idade. portanto, um idoso sendo desrespeitado pela atendente do BRT Rio que desconhece o Código do Consumidor e o Estatuto do Idoso. O mais intrigante a tal atendente se sentindo ultrajada saiu da sua cabine e disse que ia chamar a polícia. E saiu pela rua em direção ao Colégio Brigadeiro Schorchot. Voltou furibunda e sem a polícia. E, eu continuei aguardando a chegada da polícia ou a devolução do meu dinheiro.
Eu estava acompanhado dos meus pais, a situação foi constrangedora para eles, insistentemente, solicitei-os que fossem embora e me deixasse só porque eu queria resolver a questão de qualquer jeito. Mas mãe é mãe e, a minha mãe muito nervosa não ia me deixar ali de jeito nenhum. Transcorria o tempo e um pequeno caos instalado na estação. Mas o público nem aí... E eu doido para que a polícia aparecesse, imagina vocês que um B.O. seria muito interessante para iniciar um processo contra o BRT Rio. Passado mais de meia hora de espera pela polícia, resolvi escrever meus dados de identificação e localização em um papel e entreguei a tal atendente para que a mesma entregasse a polícia e mandei que ela desse o cartão com os R$18, 00 de crédito para um necessitado e ficasse com o troco. Chamei meus pais e fomos almoçar no Habbib’s da Taquara.
Resumo desta balada:
- O BRT Rio está despreparado para atender uma metrópole, pois não tem sistema de gestão, nem supervisão operacional e, pior ainda, não tem um canal com a polícia para uma chamado de emergência.
- O Rio de Janeiro está entregue as baratas, nem polícia e nem políticas de valores que dignifique uma cidade que se diz maravilhosa.
- Sou carioca que resido a mais de 20 anos no Espírito Santo, não conheço o sistema BRT e pouco faço questão de conhecê-lo... Não andei e nem andarei mais nessa coisa.
- Sou consultor em gestão empresarial e trabalho nesta área a 40 anos, qualquer sistema de cobrança ou pagamento tem uma função de estorno ou cancelamento, para os menos avisados e desconhecedor de um sistema, vejam o sistema de um supermercado, que nós chamamos de PDV ou check-out.
- Em suma, me senti roubado por esta modalidade de transporte do Rio de Janeiro.
- Contudo, me sinto feliz, perdi R$ 20,00 mas estou aqui contando a minha história e morrendo de rir do fato. Imaginem um extintor de incêndio soltando pó químico, uma nuvem branca, porém carregada de indignação!