Pai!
Pai!!!
Chama
o filho, seu pai...
Paiêê!!!
Implora
a presença do pai, o filho agoniado...
Pai
tua presença é minha alegria!
Pai
tua força me conduz com segurança...
Pai
tua alma me traz dignidade
Pai!
Porquê esta distância?
Paiê!!!
Porquê não sou mais criança?
Então,
paiê! Serei sempre o porquê,
O
porquê da sua alegria?
Breve
tempo se passa, segundos da hora,
Me
debato na cama, assustado com medo...
Acordo
de um sonho, um pesadelo
Vivi
um sonho, volto ao pensamento.
O
porquê deste sonho?
Me
pergunto... Preciso de um alento
Para
entender este momento.
A
noite são meus anos que se foram
Tudo
passou muito rápido
Memórias
de tempos ido
Afloram
agora meu pensamento
Breve
tempo de saudades.
Pai!
Todo tempo tivemos
Agora
os momentos são escassos
Talvez
isso justifica o sonho
A
sua ausência, o nosso envelhecimento
Faz
doer com a saudade daqueles que já se foram
A
vontade de voltar criança, de ter-me a mão
Sem
precisar de uma viagem... De tomar uma condução!
Queria
estar ao seu lado... durante a leitura do jornal!
Poder
falar da situação política atual
Jogar
conversa fora sobre os ditos e manchetes.
Mas
cá estou, em exílio voluntário,
A
agradecer por sua existência e o eterno amparo.
Dário Omanguin
09/ago/2014
09/ago/2014