sábado, 9 de agosto de 2014

Dias dos pais!

Homenageio meu pai, nesta data, para agradecer pelo amor e efetivo apoio que tem me dado neste meus 62 anos de vida. Dizer aos meus amigos que me orgulho do pai que tenho e demorei muito tempo para escrever um poema a ele, devido ao estilo que traço meus poemas. Afirmo que é difícil para mim escrever sobre a alegria que tenho dos meus pais. Sou obediente aos seu costumes e sinto que ofereço confiança para eles, pelo ao menos, agora depois de "velho". Tenho que rir de mim mesmo depois desta afirmação! Vamos a homenagem ao meu pai Dario Farias...

Pai!
Pai!!!
Chama o filho, seu pai...
Paiêê!!!
Implora a presença do pai, o filho agoniado...
Pai tua presença é minha alegria!
Pai tua força me conduz com segurança...
Pai tua alma me traz dignidade
Pai! Porquê esta distância?
Paiê!!! Porquê não sou mais criança?
Então, paiê! Serei sempre o porquê,
O porquê da sua alegria?
Breve tempo se passa, segundos da hora,
Me debato na cama, assustado com medo...
Acordo de um sonho, um pesadelo
Vivi um sonho, volto ao pensamento.
O porquê deste sonho?
Me pergunto... Preciso de um alento
Para entender este momento.
A noite são meus anos que se foram
Tudo passou muito rápido
Memórias de tempos ido
Afloram agora meu pensamento
Breve tempo de saudades.
Pai! Todo tempo tivemos
Agora os momentos são escassos
Talvez isso justifica o sonho
A sua ausência, o nosso envelhecimento
Faz doer com a saudade daqueles que já se foram
A vontade de voltar criança, de ter-me a mão
Sem precisar de uma viagem... De tomar uma condução!
Queria estar ao seu lado... durante a leitura do jornal!
Poder falar da situação política atual
Jogar conversa fora sobre os ditos e manchetes.
Mas cá estou, em exílio voluntário,
A agradecer por sua existência e o eterno amparo.
Dário Omanguin
09/ago/2014

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