Amo a minha
solidão,
Nela construo
um mundo de ilusão!
Sou nela um
visionário
Flerto com as
cores do meu vestuário
Enxergo um
arco-íris de amores
Jardins em
flores... Um orquidário!
Veredas me levam além de mim
Me fazem
repensar a vida
Caminhos sem
retorno
Corpo
delineado pela minha escrita
Sou feliz na
solidão, me dou!
Estou me
achando menos hipócrita.
Anos que se foram, tempos
idos
Não há retorno
e nem lamúrias
Enxuguei
lágrimas, segurei soluços
Não culpei
ninguém pelos tempos de amarguras
Não chorei
vinténs... Ganhos ou perdidos
Só o tempo
passou e cresceu-me o buço!
Estável são os tempos de
agora
Meu coração
até namora
Volto a
escrever, cozinhar e amar
Feliz, acendi o
fogão a lenha
Procuro me
esquentar neste entardecer
É inverno, curto
o crepitar da queima
Minha alma está laureada
Minha tristeza
foi passageira
Ouço Beatles,
tenho toda obra
“A hard day’s
night” o som de agora!
A noite caiu e
o frio veio junto
Volto no
tempo, lembranças dos anos 60.
Dário Omanguin
30/Jul/2013