terça-feira, 30 de julho de 2013

Solidão

Amo a minha solidão,
Nela construo um mundo de ilusão!
Sou nela um visionário
Flerto com as cores do meu vestuário
Enxergo um arco-íris de amores
Jardins em flores... Um orquidário!
Veredas me levam além de mim
Me fazem repensar a vida
Caminhos sem retorno
Corpo delineado pela minha escrita
Sou feliz na solidão, me dou!
Estou me achando menos hipócrita.
Anos que se foram, tempos idos
Não há retorno e nem lamúrias
Enxuguei lágrimas, segurei soluços
Não culpei ninguém pelos tempos de amarguras
Não chorei vinténs...  Ganhos ou perdidos
Só o tempo passou e cresceu-me o buço!
Estável são os tempos de agora
Meu coração até namora
Volto a escrever, cozinhar e amar
Feliz, acendi o fogão a lenha
Procuro me esquentar neste entardecer
É inverno, curto o crepitar da queima
Minha alma está laureada
Minha tristeza foi passageira
Ouço Beatles, tenho toda obra
“A hard day’s night” o som de  agora!
A noite caiu e o frio veio junto
Volto no tempo, lembranças dos anos 60.

Dário Omanguin

30/Jul/2013