Manhã preguiçosa, aliás acordei preguiçoso e resolvi voltar ao aconchego da minha cama. Mas antes estive no quintal e descobri que não havia perdido todas as minhas minhocas. No saco onde guardo o húmus reservado a algum tempo estava repleto de minhocas, óbvio que ovos haviam eclodidos e as minhocas lá estavam para a minha alegria. Retornei-as para a caixa apropriada e dei novos alimentos.
Fiz dois viveiros e plantei cebolinhas para almoços futuros!
Relato feito volto ao tema que pretendo registrar.
Preguiça é só expressão, estou no note book revendo mensagens e passo pelo Facebook e vejo uma postagem com um poema de Fernando Pessoa que fala "do poeta que é um fingidor" e me lembrei que tenho um poema inacabado que trata da ação do poeta e do palhaço, que trabalha com a ilusão, cada um com a sua ferramenta.
Então fui a minha pasta RASCUNHO no meu note e reli o poema e, aconteceu que o poema estava "pronto", dei-me por satisfeito e revolvi publicar e também agradecer a minha amiga Ana Bahiense, sem a sua postagem com o poema de Pessoa não estaria publicando o meu poema O Poeta e o Palhaço.
O poeta é o artista das palavras que
inebria seu leitor
É capaz de criar emoções ao dizer na
junção de letrinhas
Enquanto o palhaço é o artista do
circo que faz sorrir
Com artimanhas e cambalhotas sob a
lona no picadeiro
Ambos somos capazes de fazer sorrir,
chorar e até sonhar.
Todavia, nós palhaços e poetas...
Sentimos a dor... E choramos sozinhos
Sem mascaras e letras, quem nós somos?
A plateia não reconhece a tristeza do
palhaço
O amor ignora agonia do poeta.
A palhaçada e os poemas são expressão
da nossa arte
Acreditem ou não, ser palhaço ou poeta
é um dom,
Lá no fundo do coração, no âmago da
nossa alma,
Divertir, inebriar, fazer sonhar...
Tudo isso é muito bom
Trabalhamos o inconsciente do nosso
público
Para fazê-lo alegres e divertidos...
Quando muito, nós fazemo-los chorar...
Lágrimas de felicidades para nosso
contentamento.
Dário Omanguin
30/07/2014