Quase um mês fora de atuação por conta de uma cirurgia no ombro que me impossibilitava de escrever ou melhor de digitar meus escritos, hoje retorno ao meu blog para publicar um achado nos meus "alfarrábios". Um poema cuja primeira estrofe estava escondida, entre tantas outras e hoje conclui com mais duas estrofes, e dedico este poema as companheiras mas constantes da minha vida que não as mulheres, que também preencheram parte da minha vida. Estou falando das palavras, as quais reputo "a minha verdadeira companheira" a quem confiei todos os meus momentos, tristes ou alegres, irônicos ou sérios.
Palavras
Amo as palavras
porque nelas me escondo,
Ou melhor, nelas
eu confio.
Com elas disserto
os meus pensamentos,
Demonstro meus
sentimentos
Registro minha
afetividade.
As palavras são
minhas companheiras,
Com elas caminho o
longo percurso da vida.
E esse tempo já
faz tanto tempo
Que nem me lembro
quando foi o nosso primeiro encontro.
Só sei que com as
palavras derramei todo o meu pranto,
Escrevi, postei, e
poucas respostas eu obtive!
Contudo, minha
alma não é lívida.
Meu coração está
exposto como meu rosto,
Minhas palavras...
Meus poemas...
Ao encontro dos
ventos soam como mensagens de acalanto.
Dário Omanguin
09/out/2011