Já chorei como filho
Chorei como pai
Ainda choro como neto
Choro como irmão
Chorei como genro
Sigo chorando como amigo
Já chorei por filhos emprestados
Como também como avô
Chorei como marido,
E um pouco como amante.
Tive choros por traição e por ter
traído
Choro pelos primos...
Desta ausência tenho chorado bastante
Pelos afilhados derramei lágrimas de
saudade
Choro sempre pela alegria que me vem
ao coração
Muitas das vezes tive os olhos
marejados
Pelos fatos, pelas adversidades da natureza
Pelas perversidades da sociedade
Mas o quê me faz mais chorar é ver
outros chorarem
Da alegria, do sucesso e também das
mazelas
No entanto, no dia de hoje
Onde o sol saiu pequeno
Só para permitir que as crianças buscassem
em seus jardins
O encanto dos ovos de chocolate,
coloridos e saborosos.
Logo o dia se tornou chuvoso e o tom
cinza desceu do firmamento
Penso com meus botões:
"A chuva fina é as lágrimas
do céu,
pelos
que não tiveram seus ovos de páscoa e
muito menos, a alegria da presença dos queridos."
muito menos, a alegria da presença dos queridos."
Então choro, não de angústia ou
tristeza,
Mas pelo traçado do meu destino
que eu mesmo desenhei, até aos dias de
hoje.
A ausência de confeitos da páscoa não
me faz chorar
Pois a solidão é minha amiga, caminho
ao seu lado.
Nela ou com ela, penso, coloco em
ordem a minha vida.
O que digo ecoa na falta de alguém
para desejar boa páscoa.
Todavia, uso da tecnologia para fluir
o sentimento desta data
Então, àqueles ligados pela internet,
digo:
"Que os coelhinhos da páscoa sejam
a alegria do meu choro".
Dário Omanguin
31/Março/2013