segunda-feira, 1 de junho de 2015

Minha vida, minha identidade!

Aproveitando as nuvens negras e a ventania prometendo chuva grossa,que não chegou a cair e na sesta costumeira, brota em meio ao filme da tarde na TV, idéias para uma nova poesia. Lápis em punho me posto para escrever coisas do coração...


Minha vida, minha identidade
Liberdade nas estradas
Da verdade à falsidade
De menino à idade avançada

Tenso, penso ser a alegria
Vivo em agonia que me assola que nem ventania
Que me invade desde o amanhecer
Até ao anoitecer, quando a ausência da lua me faz sofrer

Ainda na adolescência, disse-me esta frase
“Que liberdade que nada se não tenho você”

Liberto neste mundo louco
Porém preso no subconsciente
Como uma alma escrava nas correntes
Vivo nos grilhões pela sua imagem

Esvaio-me em pensamentos
O sangue escorre lento em confinamento
Olho nos meus olhos pelo espelho
E não me vejo!

O nada é frequente, absorto ao léu
Tinta, caneta e papel
Resulta em poesias
Escrevendo a minha agonia

Em contrapartida ou na contra mão
Também falo da alegria
Pois o reclame é constante
Falo pouco, escrevo menos
Visto que a alegria é para ser vivida
Ou melhor para lhes ser servida

Saio deste mundo, já imundo
Da mesma forma que aqui cheguei
De sementinha germinada
Para na velhice ter a vida seccionada.

Dário Omanguin

01/06/2015