Vivo este início de mês com um dilema, quando deixaremos de ser racional para ser social! As comemorações tristes e homenagens póstumas aos vitimados pela bomba atômica lançada pelos americanos sobre o Japão fez com que o meu filho Bruno a se manifestasse pelo Facebook com um pequeno depoimento de repudio a ação dos americanos na Segunda Grande Guerra. Gerando em mim a necessidade de escrever uma crônica, que publico.
O mundo dos
humanos é um constante experimento, onde tudo que é novidade é testado no ser
social em nome do avanço tecnológico, desde períodos que antecede a Revolução
Industrial. Hoje esse avanço, chamamos de INOVAÇÃO, preconizada mundialmente.
Entretanto,
também temos o avanço social e seus métodos de moldar a sociedade reclamante de
melhores tratos, não sei desde quando o homem vem aniquilando seus pares para
garantir a supremacia individual, de castas, de poderes governamentais.
Neste
pensamento, surgiu a "arma branca", a fogueira, a forca, a
guilhotina, o fuzilamento, a ditadura e até o holocausto. A partir daí, a
inovação entra em ação. Bombas, aviões e foguetes; até quando um alemão entra
em cena com a Teoria Nuclear criando a bomba atômica.
O efeito
todos nós sabemos, atos de covardia cai devastador sobre uma grandiosa população
civil no Japão.
Mas somos
humanos inteligentes, avançamos em pesquisas tecnológicas: - gases, bactérias,
vírus entre outros elementos químicos que viram armas de intimidação a qualquer
espectro da sociedade universal. Contudo, faz parte da inteligência dos homens
de boa vontade, que não param por aí.
Somos
beligerantes, mal intencionados, na sua maioria. Como maioria que somos tudo
passa ser normal. E, normais são os experimentos também em animais. Drogas,
cosméticos, alimentos e outras invencionices são aplicados em seres vivos em
nome do avanço tecnológico.
Somos
passivos, obedientes e fervorosos consumidores de tudo. Todos, lívidos e
fagueiros, sofrem as consequências. Por trás de tudo isso ocorre violências
terríveis contra a maioria silenciosa e carente do todo social.
O avanço
tecnológico é imundo, quando não trata com a lógica da matemática todas as questões
sociais; digo com todas as letras, a bomba atômica é uma violência criminosa,
tanto a sua invenção quanto a sua aplicação. Todavia, a falta de informação, a
má educação, a miséria, a fome, a violência urbana vem matando mais que a bomba
atômica jogada em Nagazaki e Hiroshima no Japão.
Ninguém, com
autoridade e capacidade de liderança tem permissão para mudar o quadro urbano
de qualquer cidade do mundo.
O ser humano
dominante é venal, corruptor e corruptível, tudo pelo interesse próprio. O ser
social depende de mudanças estruturais nas formas de governo, na gestão do bem
público para que o fator social passe a ter critérios rígidos e aplicáveis de
forma clara e obediente para um mundo sustentável.
Não sei
quando, mas é preciso acontecer, depende somente do ser humano para o ser
social se tornar realidade.
O principio
está em cada um de nós, façamos a nossa o parte, que somada ao todo terá como
resultado um mundo melhor – O ser social predominando o ser humano.
Tomamos com
exemplo uma floresta devastada para o pastoreio. Se o pastor e suas ovelhas não
adentrarem nesse campo de pasto; a floresta lentamente irá recompor-se,
primeiramente crescerão os arbustos e cipós e animais de pequeno porte surgirão
para estabelecer a harmonia local. A seguir os animais semeadores com suas
sementes, pois o solo estará pronto para as arvores de grande porte. A
restauração da floresta trará novas vidas, com seus cantos, silvos e suas
cores. Estabeleceu-se a alegria!
Simples, não
é? Mas leva tempo. Precisamos de afinco, paciência e bons costumes para que a
alegria recomponha o nosso ser social, mudando esta realidade inóspita e cruel
que avassala o mundo tecnológico dos seres humanos.
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