Por falar em Lua e seus atributos e queixumes esquecemos do ser maior que a ilumina. Vamos ver este corpo celeste sem o astro-rei, me pergunto. Serei eu poeta sem o sol? Será a lua, nossa dindinha, essa exuberância toda, será aclamada por todos amantes. Sol...Lua, minha composição de 23 de fevereiro de 1992. Portanto, lá se vão 24 anos, extraída do baú para contribuir com poesias "enluaradas".
Sol...Lua
Fui o Sol
Que entre as areias
Das praias de Angra dos Reis
E as montanhas da Serra do Mar
Tingi-lhe o corpo de bronze.
Hoje sou a Lua
Que, em cujo corpo que me seduz,
Reluzo cor de prata
As suas formas sinuosas
Que me desperta para a vida, ao amor.
Entretanto, também, sou a louca procura
Do seu ser, do seu querer,
Da sua energia, do seu cuidar da minha vida.
Pois embora sol, embora lua...
Sou de uma carência infinita
Na busca incessante de alguém
Que me faça transluzir também!
Dário Omanguin
23/Fev/1992
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