sexta-feira, 12 de agosto de 2016

CINZAS DE UM AMOR

A poesia nasce com o sentimento reservado no cantinho do coração e explode quando ouço Cartola na Rádio Universitária da UFES. As vezes é necessário um estímulo porque a timidez se faz presente e o nosso canto fica engasgado na garganta.




CINZAS DE UM AMOR

Restam-me cinzas
Cinzas que vi meu amor se transformar
Do fogo da paixão
À dor do meu coração
São cinzas que me restaram

Você se foi sem deixar rastro
Seu amor apagou
Seu orgulho aumentou
Minha vida nada lhe provou
Nenhum fio do seu amor me restou

Meu violão companheiro
Em noites frias componho melodias
Pensamentos furtivos a cada dia
Lamentos escritos
Da dor do amor incompreendido

A noite é curta, logo é dia!
Longa será a espera...
E das cinzas nada surgirá
Restam-me cinzas e cantar um amor
Que um dia foi fogo e paixão.

Dário Omanguin
11/ago/2016

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