domingo, 2 de dezembro de 2012

Aos Ex- alunos do Brigadeiro

Estou publicando o texto que criei no Face - Grupo dos EX-alunos do Brigadeiro para dizer da minha alegria e aproveito neste dominio fazer umas pequenas correções ortográficas. O poema de Pessoa foi publicado neste blog pela minha irmã em Colaboradores e retrata como eu era com as minhas idéias de ter amigos...

Aos ex-alunos do Brigadeiro falo das minhas satisfações de reencontra-los e participar deste grupo. Também quero salientar que estou tentando lembrar de como eram no passado de estudantes, já que alguns não foram da minha intimidade, e literalmente fomos colegas de "uniforme". Que para mim é uma grande honra ter vestido aquela calça, ainda de tecido tipo Nycron ou Tropical, esta quente que nem os trópicos; e uma blusa de popeline de cor caqui, alguns alunos mais antigo usam o escudo de metal, mas eu só peguei o bordado em tecido. Agora o charme era entrar para o cientifico, só para usar as estrelinhas de metal nas ombreiras e ganhar prestigios com as meninas. Outro diferencial era personalidade de cada um de nós, um colégio que misturava classes sociais antagonicas, mas de um espirito democrático intenso. Diferenças só no comportamento, uns muito baderneiros e outros mais centrados. Eu circulava nesse meio sem distinção. Estava mas para aprontar e menos para ser num aluno exemplar. Hoje costumo dizer que sou um maluco no trilho, pois a necessidade profissional me trouxe muita disciplina e organização.


O que muito me agradou nesses encontros, foi ouvir dos mais intimos é que não mudei nada, o que é ótimo. Quero agradecer a oportunidade do convivio fisico e agora este virtual, deixo publicado um poema de Fernando Pessoa para aqueles que não tiveram a oportunidade de me rever e/ou não me conheram em tempos de aluno....

Meus amigos ....


Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade.
Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.

Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.

Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem,
Mas lutam para que a fantasia não desapareça.

Não quero amigos adultos, nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice.
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou, pois vendo-os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril.

Um comentário:

  1. Meu irmão, somos muito felizes por termos tantas lembranças e não deixá-las se apagar, valorizando cada momento, cada pessoa que passou em nossas vidas, importantes naquele momento ou não. Na realidade, a importância vem com o tempo, com a maturidade, com a certeza de que ele não volta mais, no entando podemos mantê-lo vivo dentro de nossos corações e de nossas mentes ! Continue escrevendo, suas lembranças de juventude são o que restarão na velhice, como disse um outro poeta !

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